Uso do sensoriamento remoto na produção de tomate

Crédito Iron de Lima

Publicado em 30 de novembro de 2018 às 07h21

Última atualização em 30 de novembro de 2018 às 07h21

Acompanhe tudo sobre Cana-de-açúcar, Sensor, Tomate, Tomaticultura e muito mais!

Luana Keslley Nascimento Casais

Graduanda em Agronomia – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) – campus Paragominas

luana.casais@gmail.com

Jade Cristynne Franco Bezerra

jadefranco9@gmail.com

Ernandes Macedo da Cunha Neto

netomacedo878@gmail.com

Graduandos em Engenharia Florestal – UFRA, campus Paragominas

Luciana da Silva Borges

Doutora, professora – UFRA, campus Paragominas e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Horticultura da Amazônia (Hortizon) e do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA-Paragominas)

luciana.borges@ufra.edu.br

Marcio Roberto da Silva Melo

Doutor e professor da UFRA, campus Paragominas

marcio.melo@ufra.edu.br

Crédito Iron de Lima

O sensoriamento remoto (SR) pode ser definido como um conjunto de técnicas destinadas à captação e registro da energia eletromagnética refletida/emitida de objetos presentes na superfície terrestre por sensores, sem que haja contato físico entre o sensor e a superfície estudada (Jensen, 2009).

O funcionamento do sensoriamento remoto baseia-se na identificação de quatro elementos importantes. São eles: a fonte (fornecedora da radiação eletromagnética – REM); o alvo (objeto/fenômeno a ser estudado); o sensor (equipamento capaz de captar a REM) e a própria REM.

O processo para obtenção de dados via sensoriamento remoto é relativamente simples. A REM emitida pela fonte, natural (sol) ou artificial (flash de luz, por exemplo), ao incidir sobre os alvos presentes na superfície terrestre promove uma interação com as propriedades físico-químicas dos mesmos, fazendo com que parte desta energia seja absorvida, transmitida e refletida.

Este percentual refletido será captado e registrado pelo sistema sensor, podendo ser convertido em fotografias aéreas ou imagens de satélite.

 

Culturas beneficiadas

 

O sensoriamento remoto fornece informações sobre o estádio de desenvolvimento das culturas e a detecção do ataque de pragas – Crédito Elton Fia

O sensoriamento remoto vem sendo amplamente utilizado em estudos de diversos alvos, como é o caso de áreas de florestas nativas e plantadas, áreas de pastagem, mas com enorme potencial para o setor agrícola, empregado principalmente no monitoramento de commodities agrícolas, a exemplo da soja, do milho e da cana-de-açúcar, geralmente cultivados em larga escala.

As técnicas de SR permitem que o produtor rural obtenha inúmeras informações a respeito de sua atividade agrícola, como a estimativa de área plantada, cálculo do número de plantas, o estádio de desenvolvimento das culturas e a detecção do ataque de pragas na plantação.

Todas essas informações acabam por subsidiar o produtor nas tomadas de decisão, sempre com o propósito de otimizar a utilização dos recursos, reduzir os custos de produção, proporcionando aumento de produtividade.

Em relação à tomaticultura, as técnicas de sensoriamento remoto favorecem a obtenção de informações sobre, por exemplo, a evapotranspiração, estresse hídrico, o estádio de desenvolvimento do tomateiro e a expectativa de produtividade desta cultura.

 

Como implantar a técnica

 

Atualmente, é bastante simples, por meio da internet, ter acesso a inúmeras plataformas que disponibilizam imagens de maneira gratuita, assim como plataformas que fornecem softwares livres para o tratamento dos dados.

No entanto, é importantíssimo que o operador seja conhecedor dos preceitos que sustentam esta técnica para que sejam gerados produtos confiáveis ao término das análises.

De maneira geral, toda pesquisa com SR inicia com a definição e caracterização do alvo. Pautando-se nessas informações, será definida qual imagem será utilizada na pesquisa.

No processo de escolha das imagens, deve-se levar em consideração as características das quatro resoluções das imagens (espacial, espectral, radiométrica e temporal), e como estas podem ser associadas às características do fenômeno estudado.

Um dos maiores inconvenientes nesta prática refere-se ao índice elevado de nuvens presentes nas imagens, tornando-se um impedimento físico para observação dos alvos.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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