Sturdy como bioativador do fósforo no cafeeiro

Publicado em 19 de outubro de 2015 às 15h00

Última atualização em 19 de outubro de 2015 às 15h00

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SANTINATO, R.

Engenheiro agrônomo, pesquisador e consultor – Santinato & Santinato Cafés Ltda., Campinas (SP)

SILVA, R.O.

Gerente do Campo Experimental ACA, Araguari (MG)

FERNANDES, A.L.T.

Pró-reitor da UNIUBE, Uberaba (MG)

MOSCA, E.

Consultor – ACA, Araguari (MG)

SANTINATO, F.

Engenheiro agrônomo, Msc., doutorando em Agronomia – UNESP Jaboticabal (SP)

 

Foto 01 - Crédito SatisAs fontes de fósforo mais utilizadas na cultura do café são o superfosfato simples e o MAP, em doses que variam conforme recomendação realizada em função da análise de solo e da expectativa de produtividade. São utilizados, geralmente, de 20,0 a 80,0 kg ha-1 de P2O5. Tanto essas fontes como outras solúveis, exceto o termofosfato, apresentam o problema de elevada fixação no solo, tornando o nutriente indisponível às plantas.

As alternativas para evitar a fixação compreendem a utilização dos bioativadores que contêm fósforo, ácidos fúlvicos, húmicos ou fósforo peletizado com matéria orgânica. Neste sentido, o presente trabalho instalado no Campo Experimental da ACA, Araguari (MG), objetivou estudar doses crescentes de 15,0, 20,0 e 25,0 L ha-1 do bioativadorSturdy, comparativamente com o superfosfato simples e o MAP (ambos na dose de 80,0 kg ha-1 de P2O5).

O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições, em parcelas de 30 plantas, sendo úteis as seis centrais. Utilizou-se lavoura de Catuaí Amarelo IAC 62, com 10 anos de idade, espaçada em 3,7 x 0,7 m, plantada em solo LVA.

As avaliações constaram das produtividades de 2012, 2013, 2014 e 2015, bem como a média do quadriênio. Além disto, avaliaram-se os teores de P-resina no solo após cada safra. Os dados foram submetidos à análise de variância e procedente ao teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Resultados e discussão

A aplicação do Sturdy, em qualquer uma das doses testadas, refletiu na produtividade do cafeeiro no primeiro ano avaliado. A partir da segunda safra, Sturdy passou a elevar a produtividade igualando-se aos padrões SFS e MAP.

Em valores absolutos, na média das quatro safras, as maiores produtividades foram obtidas pelo Sturdy 20,0 L ha-1 e pelo MAP. Dessa forma, pode-se substituir a adubação fosfatada pelo Sturdy, desde que exista teores adequados de P no solo no início das aplicações (Tabela 1).

Tabela 1. Produtividade do cafeeiro, 2012, 2013, 2014, 2015 e média do quadriênio, em função dos tratamentos estudados

Tratamentos

2012

2013

2014

2015

Média do quadriênio

T1 – Testemunha

40,7 a

71,1 c

21,4 b

20,5 b

38,4

T2 – Sturdy 15 L

49,4 a

81,9 bc

37,5 a

49,2 a

54,5

T3 – Sturdy 20 L

44,3 a

103,2 ab

39,6 a

51,0 a

59,5

T4 – Sturdy 25 L

34,7 a

97,0 ab

42,2 a

50,1 a

56,0

T5 – SFS 400 kg

34,3 a

87,8 abc

43,1 a

41,2 a

51,6

T6 – MAP 160 kg

46,1 a

108,3 a

36,6 ab

43,4 a

58,6

CV (%)

25,44

11,77

18,19

14,3

*Médias seguidas das mesmas letras não diferem de si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Desde a primeira safra, a aplicação de Sturdy e das fontes fosfatadas convencionais promoveram elevação nos teores de P no solo. O fato se repetiu em todas as safras.

Tabela 2. Teores de P no solo (mg dm-3) em função dos tratamentos estudados.

Tratamentos

P resina (mg dm-3)

Média

2011

2012

2013

2014

T1 ” Testemunha

51,4 b

80,7 b

68,3 b

83,4 b

70,9 b

T2 – Sturdy 15 L

111,4 a

138,6 a

143,8 a

129,2 a

130,7 a

T3 – Sturdy 20 L

112,4 a

166,9 a

127,8 a

132,1 a

134,8 a

T4 – Sturdy 25 L

104,7 a

170,8 a

151,0 a

103,9 a

132,6 a

T5 – SFS 400 kg

128,5 a

173,7 a

120,1 a

145,9 a

142,0 a

T6 – MAP 160 kg

101,7 a

135,1 a

158,5 a

157,9 a

138,3 a

CV%

28,76

25,37

31,49

41,37

35,60

*Médias seguidas das mesmas letras não diferem de si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Pode-se concluir que é viável a utilização de Sturdy na adubação fosfatada, pois ele substitui as fontes convencionais.

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