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Pimenta dedo-de-moça – Picância e rentabilidade na medida certa

Crédito Shutterstock

Publicado em 1 de outubro de 2018 às 07h53

Última atualização em 1 de outubro de 2018 às 07h53

Acompanhe tudo sobre Colheita, Pimenta, Pimenta-do-reino, Rentabilidade e muito mais!

 

Talita de Santana Matos

Pós-doutoranda PPG em Agronomia/Ciência do Solo ” Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

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talitasmatos@gmail.com

Elisamara Caldeira do Nascimento

Pós-doutoranda PPG em Agricultura Tropical ” Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)

Glaucio da Cruz Genuncio

Professor do departamento Fitotecnia e Fitossanidade ” UFMT

glauciogenuncio@gmail.com

Crédito Shutterstock
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No Brasil, a produção de pimentas vem crescendo muito nos últimos anos, com cultivos em regiões de clima subtropical, como no Sul, ou de clima tropical, como no Norte e Nordeste.

O cultivo de pimenta no País é de grande importância, quer por suas características de rentabilidade, principalmente quando o produtor agrega valor ao produto (conservas, por exemplo), quer por sua importância social, por empregar elevado número de mão de obra, pois tem permitido a fixação de pequenos produtores rurais e suas famílias no campo, a contratação sazonal de mão de obra durante o período de colheita, além do estabelecimento de novas processadoras e, consequentemente, a geração de novos empregos.

 A produção ocorre em praticamente em todo o território nacional, entretanto, os principais produtores são os Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul, com notório crescimento tanto em termos de produção quanto de produtividade, para a região nordeste.

A pimenta ‘dedo-de-moça’ é cultivada principalmente nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Origem

A produção desta pimenta ocorre em praticamente em todo o território nacional - Crédito Shutterstock
A produção desta pimenta ocorre em praticamente em todo o território nacional – Crédito Shutterstock

A descoberta de uma variedade de plantas aconteceu com a chegada dos portugueses e espanhóis ao continente americano. A partir daí as pimentas foram introduzidas em diferentes áreas e hoje se encontram dispersas pelo mundo. As pimentas do gênero Capsicum já eram utilizadas pelos índios americanos (nativos) e mostravam-se mais picantes que a pimenta-do-reino (Piper nigrum), cuja busca foi, possivelmente, uma das razões das viagens que resultaram com o descobrimento do Novo Mundo.

Panorama

Crédito Nelio Cunha Soares
Crédito Nelio Cunha Soares

As estatísticas de produção e comercialização de pimenta no Brasil, de forma geral, são escassas e a informação disponível não reflete a realidade econômica dessa hortaliça, visto que grande parte da produção é comercializada em mercados regionais e locais, e não faz parte das estatísticas.

De acordo com dados da Embrapa, estima-se que a área cultivada anualmente no Brasil encontra-se em torno de 05 mil hectares.

A produtividade normal de pimenta é muito variável, principalmente em função do tipo cultivado, nível de tecnologia adotado, região e período de cultivo. Não se tem uma estimativa de produção exata, uma vez que parte significativa do cultivo da pimenta é dada pela agricultura familiar em diversas regiões brasileiras, com áreas de, no máximo, 3,0 ha. No entanto, supõe-se que a produção de pimenta dedo-de-moça está em torno de 25 t ha-1.

 A crescente demanda do mercado tem impulsionado o aumento da área cultivada e o estabelecimento de agroindústrias, tornando o agronegócio de pimentas (doces e picantes) um dos mais importantes do País. Além do mercado interno, parte da produção brasileira de pimentas é exportada em diferentes formas, como páprica, pasta, desidratada e conservas ornamentais.

O Brasil cultiva cerca de 5 mil hectares de pimenta - Crédito Shutterstock
O Brasil cultiva cerca de 5 mil hectares de pimenta – Crédito Shutterstock

 

Essa é parte da matéria de capa da Revista Campo & Negócios Hortifrúti, edição de outubro de 2018. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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