O que há de novo no Plano Nacional de Florestas Plantadas?

Publicado em 29 de outubro de 2019 às 10h35

Última atualização em 29 de outubro de 2019 às 10h35

Acompanhe tudo sobre Solo e muito mais!

Aumento na demanda por matéria-prima florestal devido ao uso da biomassa florestal como fonte de produção de energia, avanço das novas fronteiras, entrada de novas indústrias e possível queda do preço de matéria-prima a longo prazo em algumas regiões. Estas são algumas decorrências previstas por Marcelo Schmid, diretor da Forest2Market do Brasil, com a aprovação do Plano Nacional de Florestas Plantadas (PNDF) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Segundo o especialista no setor florestal, entre os objetivos do PNDF está o aumento da participação do setor florestal na produção de energia. Para ele, a inclusão do setor florestal no plano de expansão da matriz energética do País representa um grande passo para o setor florestal. Como os leilões de energia do Ministério de Minas e Energia permitem contratos de longo prazo, entre 20 e 25 anos, isto provavelmente acarretará aumento na demanda por matéria-prima florestal.

Outra consequência da aprovação do PNDF é que novas fronteiras florestais, como o Matopiba (expansão de uma nova fronteira agrícola no Brasil baseada em tecnologias modernas de alta produtividade nos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) se desenvolvam a partir da expansão da área plantada prevista no PNDF, em função das limitações de aumento da área plantada em Estados onde o setor florestal é tradicional (Paraná e Santa Catarina), por conta da concorrência com outros usos do solo (agricultura, áreas urbanas, etc.).

Além disso, segundo Marcelo, espera-se que novas indústrias se instalem, pois com o otimismo do setor e maior oferta de matéria-prima, algumas empresas já anunciaram expansões de suas fábricas neste primeiro semestre, e espera-se que novas indústrias se instalem no País.

Marcelo conclui que, em sendo as demais etapas do plano bem-sucedido, no longo prazo o maior equilíbrio entre oferta e demanda pode acarretar queda do preço da matéria-prima em algumas regiões.

O PNDF tem como meta ampliar a área ocupada com florestas plantadas, adicionando dois milhões de hectares até 2030, e trazer segurança jurídica para investimentos no setor.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir mais com menos deixou de ser opção

2

Tecnoshow COMIGO valoriza meio ambiente do paisagismo à gestão de resíduos e práticas sustentáveis

3

Alta Café realiza abertura oficial da 6ª edição nesta terça-feira (24)

4

Outono favorece hortas em casa: veja cinco dicas de cuidados na estação

5

COGEN realiza reunião técnica do setor elétrico com CIBiogás e CHP Brasil

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

alta cafe (Pequeno)

Alta Café 2026: sexta edição reforça protagonismo da Mogiana Paulista e aposta em inovação, turismo e mais

Tucano-de-bico-verde é símbolo do Projeto Aracê Ibá na B4, a bolsa de ação climática / Crédito: Freepik

Projeto Aracê Iba, da Bolsa de Ação Climática, traz proteção para o coração da Amazônia no Pará

A rica biodiversidade da Amazônia é fonte de recursos estratégicos para novos insumos agrícolas e farmacêuticos, e produtos biotecnológicos de última geração. Foto: Felipe Rosa

Fungo amazônico pode controlar doenças agrícolas e gerar novos antibióticos

Após o término da reunião de colegiado que reúne 19 ministérios, a ministra Marina Silva e integrantes do Governo do Brasil concederam entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto. Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Amazônia tem queda de 35% nas áreas sob alerta de desmatamento entre agosto de 2025 e janeiro de 2026