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Milho-pipoca: tecnologia e diversidade impulsionam a produtividade

Acompanhe tudo sobre Milho-pipoca e muito mais!
Crédito: Airton Cittolin

No oeste do Paraná, a paisagem agrícola está mudando — e não só por causa da soja, do milho e do trigo. Em meio às tradicionais lavouras da região, novas culturas e tecnologias vêm ganhando espaço, como é o caso do cultivo de milho-pipoca de alta qualidade.

À frente dessa transformação está o engenheiro agrônomo Airton Cittolin, proprietário da Sementes Cittolin, com sede em Cascavel. A empresa atua na produção de sementes de feijão, amendoim, arroz e mungo (verde e preto), e acompanha de perto o desempenho dos cooperados, oferecendo assistência técnica em diversas culturas.

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Entre esses produtores está Nero Paganini, cooperado de longa data e hoje um dos pioneiros na introdução do milho-pipoca híbrido na região. Pipoca de exportação no Paraná? Sim, e das boas. Paganini cultiva aproximadamente 30 hectares de milho-pipoca da cultivar Zanger N1H262, um híbrido norte-americano com expansão superior a 50, mas no caso dessa plantada por ele, chegou a 46 — patamar bem acima do encontrado nas variedades convencionais brasileiras. “Estamos testando outros híbridos até mais expansivos, mas ainda não se adaptaram às condições locais”, conta Cittolin.

A lavoura está localizada em área irrigada por pivô central no município de Tupanci do Oeste, região de clima temperado, ideal para esse tipo de grão. “É uma cultura nova por aqui, mas que vem mostrando um excelente desempenho. A pipoca apresenta ciclo de cerca de 110 dias, diferente do milho comum, que chega a 140 dias, mas ambas exigem manejo semelhante”, explica Cittolin.

Apesar do sucesso no campo, o gargalo ainda está na comercialização. “Falta comprador. Temos um produto de alta qualidade, mas poucos compradores na região. Parte da colheita do verão ainda está armazenada, aguardando mercado”, relata o agrônomo.

A aposta na pipoca, no entanto, não é casual: ela entra como uma alternativa estratégica na rotação entre soja, milho e trigo, diversificando o sistema e melhorando a sustentabilidade do solo.

“O maior desafio hoje é estruturar o mercado. A pipoca de alta qualidade já provou que funciona a campo. Agora precisamos de compradores e canais de exportação. A demanda existe, mas falta logística e interlocução”, alerta Cittolin.

Enquanto isso, a Sementes Cittolin continua apostando em inovação: novas culturas, híbridos promissores, práticas regenerativas e um modelo técnico que acompanha de perto seus cooperados. “Estamos de olho no que funciona no mundo e adaptando para a nossa realidade”, conclui.

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