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Mecanização na produção de repolho

Publicado em 6 de março de 2020 às 10h56

Última atualização em 6 de março de 2020 às 10h56

Acompanhe tudo sobre Hortifrúti, Mecanização, Plantio e muito mais!

Autor

Samuel Moraes Mantovani
Engenheiro agrícola e representante técnico de vendas da Hortmaq Agronegócios Ltda
samuel_mantovani@hotmail.com
Crédito Shutterstock

Infelizmente, pelo baixo consumo e valor agregado, além da falta de protagonismo no campo comparado às outras culturas de hortifrúti, o repolho ainda é pouco mecanizado durante seu ciclo. Cerca de mais de 90% da produção nacional ainda é feita manualmente.

Como todas as tecnologias são de origem europeia, onde o produto é bem mais consumido, a falta de subsídios à importação de máquinas não encoraja o produtor de repolho em larga escala, que muitas vezes concorre com produção familiar e, por esse baixo consumo, não lhe possibilita agregar mais valor.

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Equipamentos essenciais na produção de repolho

Entre os equipamentos essenciais ao preparo de solo do repolho estão: subsolador, escarificador, arados e enxadas rotativas, além das transplantadoras, sendo que normalmente planta-se a semente no viveiro e transplanta-se a muda; e a colhedora.

A novidade fica por conta do transplantio automático e/ou semi-automático do repolho, e ainda a colheita mecanizada. Todos esses equipamentos têm em comum benefícios como redução de mão de obra e aumento de eficiência operacional.

A produtividade varia de acordo com o modelo da máquina, mas os já disponíveis no Brasil fazem, em média, 1,0 ha/dia, tanto a transplantadora quanto a colhedora.

Na prática

Em campo, a transplantadora trabalha bem tanto com plantio convencional quanto direto. A colhedora necessitou adaptar um espaçamento mínimo entrelinhas de plantio, mas apresentou um resultado excelente, com ótimo rendimento.

Viabilidade

Atualmente, a transplantadora custa, em média, R$ 200.000,00, e a colhedora R$ 300.000,00. É bom lembrar que a transplantadora, comparada ao serviço manual exercido anteriormente, necessita de uma melhor eficiência operacional para executar o mesmo serviço.

Já a colhedora necessita passar por ajustes ao mercado brasileiro, pois foi projetada na Europa para arrancar todas as folhas, enquanto no Brasil o repolho é transportado em grades de madeira, com folhas para proteção.

Infelizmente, tudo depende da cadeia produtiva do produto, ou seja, a maneira que os comerciantes nos centros de distribuição recebem e aceitem. No mais, a falta de mecanização é um problema sentido apenas pelo produtor, e não pelos comerciantes do produto.

Assim, quanto maior for o contato do produtor com o mercado, pulando todas as etapas de comerciantes, maior será a viabilidade de investimento para o produtor e maior será o valor agregado.

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