LNF inova com desmucilagem enzimática

Fotos Luize Hess

Publicado em 17 de novembro de 2015 às 17h17

Última atualização em 17 de novembro de 2015 às 17h17

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 Fotos Luize Hess
Fotos Luize Hess

Este foi o segundo ano emque a LNF participou do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras. “A razão de estarmos aqui é divulgar nossos produtos enossastecnologias, além de fazermos contato com os profissionais que buscam opçõestecnológicas para melhorar a qualidade do nosso café, o que é comum nos eventos organizados pela Procafé”, destaca Luis Norberto Flores, diretorda LNF ” Latino Americana, que escolheu estar presente no evento pela parceria com a Procafé e pelo nível técnico dos trabalhos e das apresentações.

Inovação

Neste ano,Luis Norbertoapresentou um trabalho sobre desmucilagem enzimática do café com vantagens técnicas, a começar pela redução da infraestrutura, agarantia de qualidade do café,o domínio do processo, a economia de mão de obra, ea economia de água eenergia. “Além disso, o uso da desmucilagem enzimática garante a qualidade do café que vem do campo,pois inibe,graças àvelocidade do processo, o desenvolvimento das fermentaçõesindesejáveis“, aponta.

A desmucilagem enzimática é um processo biológico natural, que utilizaas mesmas enzimas que existem atualmenteno café, em uma concentração muito mais alta. Trata-se de um produto biológico e orgânico utilizado nas indústrias de bebidas e de sucos.

A degradação natural e rápida das pectinasdiminui drasticamente a multiplicação dos microrganismos individuais e, consequentemente, as fermentações indesejáveis.

A equipe da LNF divulgou as novidades em desmucilagem enzimática do café - Fotos Luize Hess
A equipe da LNF divulgou as novidades em desmucilagem enzimática do café – Fotos Luize Hess

Como funciona

Luis Norberto explica que a aplicaçãodos produtosNC36 195, oudoPertinex Ultra SPL,pode acontecer depois do descascamento. “A aplicação é feita dependendo do processo da fazenda,seja em tanques ou no terreiro.O produto elimina a desmucilagem mecânica, que consome um grande volume de água e prejudica o pergaminho. Nossa proposta reduz essa etapa do processamento do café de 20 para duas horas“, esclarece.

A operação em piscina é feita com os grãos cobertospor água, e o volume do produto é aplicado e homogeneizado com a água. No caso dos terreiros, o produto é aplicado por máquina costal, seguido pelas práticas normais de movimentação. Desta forma, o tempo de secagem no terreiro é reduzido em 40%, ou seja, de dez dias para quatrodias.

Entenda melhor

O grão de café tem uma mucilagem aderida a ele – depois de aplicada a enzima, essa mucilagem começa a degradar, deixando o grão limpo. “Para saber quando o produto está pronto,basta esfregar os grãos nas mãos. Eles não grudam e ficam limpos“, detalha Luis Norberto.

Nos experimentos realizados pela Procaféem quatro fazendas, (Cooxupé, Fundação Procafé e na Bahia)foram conduzidos dois lotes:um com lavageme outro sem lavar. No caso do café sem lavar, além de ganho de 3% em peso (que ainda precisa ser provado), observou-se melhor qualidade da bebida, que obteve 88 pontos na avaliação.

Sem a desmucilagem enzimática, o café apresentou melaço formado por pectina, sacarose e outros açúcares,os quais alimentamospor microrganismos. “Se limparmos o grão o quanto antes, a mucilagem vai embora, eliminando a presença do açúcar e, consequentemente, dos microrganismos indesejados“, pontua Luis Norberto.

O Congresso

Sobre o 41º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, Luis Norberto faz um balanço positivo. “Tivemos solicitações de esclarecimentos, pois a tecnologia proporciona várias vantagens ao produtor“.

 
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