Inseticida biológico contra Helicoverpa atinge bom resultado

Produto biológico contra helicoverpa - rédito Lúcia Vivian

Publicado em 2 de fevereiro de 2015 às 07h00

Última atualização em 2 de fevereiro de 2015 às 07h00

Acompanhe tudo sobre Algodão, Biológico, Feijão, Helicoverpa, Lagarta, Pivô e muito mais!

 

Produto biológico contra helicoverpa - rédito Lúcia Vivian
Produto biológico contra helicoverpa – rédito Lúcia Vivian

Desde que a Helicoverpa armigera foi detectada nas lavouras brasileiras, os prejuízos acumulados ultrapassam a casa dos bilhões ” principalmente na cultura do algodão. As perdas são decorrentes tanto da redução da produção, uma vez que a praga ataca as partes reprodutivas (flores e vagens nas culturas da soja e do feijão; flores e maçãs no algodoeiro e espigas no milho), quanto no custo operacional financeiro, com o uso mais intenso de inseticidas e máquinas.

Em função disso, diversos produtores estão buscando produtos alternativos para o controle da Helicoverpa armigera. Um deles é o inseticida biológico Hz-NPV CCAB, que é resultado de uma formulação exclusiva tendo como base duas estirpes distintas e altamente virulentas de baculovírus de Helicoverpa.

O produto está atualmente registrado emergencialmente no Brasil pelo Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB). Controla as lagartas da subfamília Heliothinae, que incluem ainda a Helicoverpa spp. e a lagarta da maçã do algodão (Heliothisvirescens). Na última safra, mais de 700.000 hectares foram tratados com o Hz-NPV CCAB.

“Antes trabalhávamos dia e noite com o pulverizador e agora temos certa tranquilidade com as infestações de Helicoverpa“, comenta Rony Reimann, agricultor de Luís Eduardo Magalhães (BA). Ele recorda que antes fazia o controle somente com inseticidas químicos.

O agricultor Odacil Ranzi, também do oeste baiano, afirma que há um alto índice de eficiência associado a uma baixíssima toxidade, tanto para o ambiente quanto para organismos não alvo. “Aplicamos o vírus na soja plantada em pivô nesta safra, após dois dias da aplicação já percebemos que as Helicoverpas já haviam parado de comer e a partir do quarto dia começaram a morrer“, comemora.

 

Essa matéria você encontra na edição de janeiro da revista Campo & Negócios Grãos. Clique aqui para adquirir já a sua.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

América Latina surge como alternativa estratégica para exportações de tilápia

2

Alga marinha Ascophyllum nodosum revoluciona a agricultura sustentável e aumenta a produtividade no campo

3

Federarroz orienta produtores sobre acesso ao PEP e Pepro e reforça importância das exportações

4

14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva: produção de azeite deve se aproximar de 1 milhão de litros no Brasil em 2026

5

Produção de café em Rondônia se recupera e deve alcançar 2,7 milhões de sacas em 2026

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Federarroz orienta produtores sobre acesso ao PEP e Pepro e reforça importância das exportações

Sacas de café prontos para exportação em porto brasileiro

Produção de café em Rondônia se recupera e deve alcançar 2,7 milhões de sacas em 2026

Crescimento da safra se deve 30% à ampliação de área e 70% aos ganhos de produtividade
Eduardo Monteiro/Rally da Safra

Safra de soja ganha 1,6 milhão de toneladas com encerramento de etapa do Rally da Safra

milho

Safra de milho do Brasil 2025/26 deve alcançar 140,3 milhões de toneladas