Inoculação + cobalto e molibdênio elevam produtividade da soja

Crédito Miriam Lins

Publicado em 12 de outubro de 2018 às 07h39

Última atualização em 12 de outubro de 2018 às 07h39

Acompanhe tudo sobre Adubação, Cerrado, Hormônio, Inoculação, Matéria orgânica, Nitrogênio e muito mais!

Jorge Jacob Neto

Professor titular, Ph.D. do Departamento de Fitotecnia ” Instituto de Agronomia ” Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

j.jacob@globo.com

Joice de Jesus Lemos

Engenheira agrônoma e doutora em Agronomia

joicelemosufrrj@hotmail.com

Crédito Miriam Lins

A fixação biológica do nitrogênio gera dois grandes benefícios ao Brasil – econômico e ambiental. A substituição da adubação mineral, produto muitas vezes importado e de alto custo, pelo inoculante natural, produzido no próprio país, diminui os gastos de produção da cultura.

A economia estimada pela escolha desta técnica ao invés do uso do nitrogênio mineral no cultivo da soja é por volta de US$ 9 bilhões ao ano. Além disso, este é um processo ecológico, no qual as bactérias benéficas disponibilizam o nitrogênio para a planta, minimizando a contaminação dos mananciais hídricos gerada pela aplicação de nitrogênio mineral no solo.

Em um país com dimensões continentais como o Brasil, com cerca de 35 milhões de hectares de área plantada de soja, aplicar por volta de 300 a 400 kg ha-1 de nitrogênio mineral poderia gerar um aumento considerável no custo de produção e nos problemas ambientais gerados por ele. Atualmente, praticamente 100% da produção de soja no Brasil utiliza a fixação biológica de nitrogênio para o suprimento total de N na planta.

 

A adubação

A aplicação de molibdênio proporciona aumento de clorofila nas folhas – Crédito Luize Hess

Além da seleção mais adequada de plantas ao ambiente brasileiro e de estirpes para a produção de soja, o segundo processo mais estudado foi a da adubação. Como a maioria dos solos no país é ácida, foi necessário estabelecer doses ideais de calcário, fósforo e potássio para a correção da acidez, deste modo favorecendo o crescimento e desenvolvimento da cultura, obtendo bons rendimentos. Os estudos com a aplicação dos micronutrientes aumentaram na década de 70, com a entrada da soja no Cerrado brasileiro.

O molibdênio (Mo) é um micronutriente e um elemento de transição em termos de número de oxidação. Ele pode existir em diferentes estágios de transição, variando de zero (O) a VI, sendo a forma VI a mais comum encontrada nos solos agrícolas.

Similar à maioria dos metais necessários para o crescimento das plantas, o Mo é utilizado por enzimas específicas da planta, participando nos processos de redução e oxidação. O Mo, por si só, não é biologicamente ativo, mas é predominantemente encontrado como sendo parte de um complexo orgânico da proteína chamadacofator modificado (Moco).

Este cofator é ligado a enzimas que requerem Mo, como a nitrato redutase e nitrogenase. Esta última reduz o N2a amônia (NH4+) nos microrganismos fixadores de N e a nitrato redutase é responsável por catalisar a conversão do nitrato a nitrito durante a assimilação pelas células vegetais.

 

Versatilidade

 

O molibdênio atua em outras várias enzimas com a finalidade de catalisar as reações de redução. Entretanto, poucas enzimas têm sido mais estudadas em plantas. A aldeído oxidase recentemente tem sido mostrada como catalisadora no último passo na biossíntese dos fitohormônios, ácido indolacético e ácido abscísico e a xantina desidrogenase está envolvida no catabolismo da purina.

No solo podem existir várias formas de Mo: não disponível localizado na rede cristalina de minerais primários e secundários, trocável retido pelos minerais de argila; e presente na matéria orgânica. A disponibilidade de Mo para a planta é extremamente dependente do pH do solo.

Para as leguminosas (Fabaceas) crescendo apenas com o nitrogênio atmosférico, o Mo é considerado o micronutriente mais importante para a fixação biológica do nitrogênio. Como o plantio de soja é feito em solos que apresentam baixa disponibilidade deste elemento, na maioria das vezes a adubação de molibdênio pode apresentar dificuldades básicas.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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