Exigências das mudas de morango

A história e os cuidados das mudas de morango contadas pela Maxxi Mudas.
morangos vermelhos em plantação

Publicado em 2 de agosto de 2022 às 09h00

Última atualização em 2 de agosto de 2022 às 09h00

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Divulgação

As mudas de morango são classificadas em dois grupos: de dias curtos e de dias neutros. As primeiras, influenciadas pelo fotoperíodo, são plantadas entre abril e maio e as outras, não influenciadas pelo cumprimento do dia, podem ser plantadas em qualquer época, mas normalmente são plantadas entre maio e setembro, havendo a concentração do plantio no mês de junho.

Heitor Antonio Pagnan, engenheiro agrônomo da Maxxi Mudas, informa que as mudas de dia curto, como Fronteras e Camino Real, podem produzir até janeiro e as de dia neutro podem produzir o ano inteiro, dependendo da altitude onde foram plantadas.

A partir do dia 22 de dezembro há um pico de luz, quando a cultura passa para o verão. “Assim, de dezembro até abril as mudas produzem estolões, mostrando que elas querem se reproduzir. Isso significa que as cultivares do dia curto normalmente não produzem morango entre janeiro e março”, explica Heitor Pagnan, variando muito de cultivar para cultivar.

O segundo grupo, que existe há mais de 40 anos, foi uma observação inicial dos americanos nas montanhas do Canadá e Estados Unidos que, à medida que subiam as montanhas, as variedades silvestres produziam fora da época normal, em altitudes elevadas.

Assim, desenvolveram os materiais chamados de dias neutros, como a Aromas, Albion e San Andreas. Ou seja, sua produção independe do verão ou inverno.

A história

No Brasil, a primeira cultivar de dia neutro foi registrada em 1999, seguindo-se a Aromas, em 2002. Portanto, estamos falando em 23 anos desde o início dos trabalhos com as cultivares de dia neutro. Como exemplo, podemos citar que a cultivar Aromas, no Sul de Minas, que foi responsável por uma produção e produtividade fora dos padrões habituais a que todos estavam acostumados. 

Ou seja, verificou-se produções acima de duas caixas em 16 meses. Estamos falando, portanto, de mais de 2,4 kg por muda. E isso só foi possível com mudas de altíssima qualidade, porque se o produtor continuasse plantando um Oso Grande ou Camarosa em março para terminar com a produção em outubro, ele hoje estaria completamente inviabilizado economicamente.

“O produtor viu que o material produzido na entressafra, que é de janeiro até o dia das mães, tem mais lucratividade. Após esse período o preço do morango começa a cair, porque entram em produção as cultivares de dias curtos, como o Oso Grande. Dessa forma, teremos morango todos os meses do ano. Nesse ano de 2022 observamos preços elevados para o morango, o que valorizará ainda mais aqueles que produzem frutos de qualidade”, explica Heitor Pagnan.

Cuidados

Basicamente, recomenda Heitor Pagnan, o cuidado básico que o produtor deve ter com essas mudas começa pela sua origem, ou seja, informar-se sobre a origem dela. A fiscalização deveria ser mais rigorosa para com a produção de mudas nacionais.

Assim, todos sairiam ganhando. No entanto, o que se observa é uma fiscalização pesadíssima sobre o material importado e nenhuma fiscalização sobre o material nacional.

As mudas que a Maxxi Mudas traz para o Brasil são produzidas na Patagônia Argentina e na Segóvia-Espanha onde se tem extremos de temperatura, que podem chegar a -10ºC no inverno. São áreas de campos que não têm outra produção, senão a de mudas de morango. As temperaturas negativas são um fator que faz as mudas serem tão sadias.

As circunstâncias geográficas ao Sul, na Argentina e ao Norte na Espanha, combinando campo limpo e temperaturas extremas, propiciam um ambiente excelente para produção de mudas, as quais ficam 100% limpas de doenças ou patógenos.

“As principais características das mudas que trazemos para o Brasil referem-se à altíssima qualidade fitossanitária (sem doenças e insetos) e à alta qualidade genética, produzindo frutos grandes e saborosos. Ou seja, as mudas possuem um nível altíssimo de qualidade.  O produtor do Brasil, infelizmente, não se dá conta de que se tiver uma muda de má qualidade, pode colocar todo o projeto em perigo”, avisa Heitor Pagnan.

Atualmente, o produtor tem à disposição uma muda nacional que pode produzir por alguns meses, porém, em quase 100% dos casos exige doses mais elevadas de agrotóxicos, para manter um nível adequado de sanidade, diferente dos materiais comercializados pelas Maxxi Mudas.

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