Egito tem oportunidades para gengibre do Brasil

Mercado do Egito foi aberto para gengibre do Brasil em 2021.

Publicado em 24 de outubro de 2023 às 14h32

Última atualização em 24 de outubro de 2023 às 14h32

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Exportadores brasileiros de gengibre podem ter grandes oportunidades no Egito. O mercado do país árabe foi aberto ao Brasil em 2021 para a raiz, mas as vendas do produto brasileiro foram praticamente inexistentes desde então, apesar de o acordo de livre comércio Mercosul-Egito trazer uma redução nas tarifas de importação, o que beneficia os embarques do País perante os concorrentes.

Créditos: Divulgação

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) divulgou em abril deste ano estudo sobre gengibre no Egito, com dados sobre o mercado e oportunidades para empresas brasileiras.

O estudo foi uma parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil no Cairo. O adido agrícola da Embaixada do Brasil no Cairo, Rafael Mohana, falou à ANBA sobre o tema.

A produção mundial de gengibre vem aumentando ao longo dos últimos 10 anos. Em 2022, os principais produtores foram Índia, Nigéria e China. Na lista dos maiores exportadores mundiais do produto, a China liderou o ranking de vendas no ano de 2022, tendo exportado para o mundo cerca de US$ 350 milhões, seguida por Holanda (US$ 102 milhões) e Índia (US$ 67 milhões).

“No mesmo ano, o Brasil exportou ao mundo cerca de US$ 33 milhões em gengibre, quase que a totalidade em sua forma íntegra, sem ser triturado ou em pó”, disse Mohana.

O mercado egípcio foi aberto ao gengibre do Brasil em setembro de 2021 e apresentou novas oportunidades para os exportadores do produto, mas de lá para cá, o adido informou que houve o registro de apenas uma exportação do produto brasileiro ao Egito, naquele mesmo ano, no valor de US$ 25 mil.

“Em 2022, o Egito importou US$ 4,6 milhões em gengibre e os principais fornecedores foram a China, Nigéria e Índia. Houve um decréscimo significativo nas importações egípcias de gengibre em relação ao ano de 2021, quando o país africano importou US$ 8,3 milhões de gengibre e seus produtos do mundo”, contou Mohana.

Quanto a questões tarifárias, os exportadores brasileiros têm vantagem competitiva na exportação de gengibre para o Egito em razão do acordo de livre comércio Mercosul-Egito. Atualmente, a tarifa aplicada ao produto brasileiro é de 0,5%, enquanto os principais concorrentes pagam 2%.

A raiz não foi abrangida pelo decreto do primeiro-ministro egípcio, Mostafa Madbouly, que anunciou na semana passada que o país zerou o imposto de importação para diversos produtos como carne de frango, lácteos, chás e óleos.

O gengibre brasileiro, portanto, segue o calendário de desgravação do acordo Mercosul-Egito e deve atingir tarifa zero pelo tratado em setembro de 2024.

O estudo informa que os exportadores brasileiros têm boa reputação exportando pimenta preta ao Egito, e os produtores de gengibre podem se beneficiar dessa imagem. “No entanto, ações de promoção comercial serão necessárias, para que seja possível incrementar as vendas do gengibre brasileiro no Egito. A participação em feiras comerciais e rodadas de negócios, e encontros com empresários egípcios serão ações fundamentais para que os exportadores brasileiros de gengibre acessem de forma mais assertiva este mercado”, declarou Mohana.

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