Dia Mundial sem Carne: Especialistas explicam crescimento no consumo de orgânicos e plant-based

Saulo Marti e Vanessa Giangiacomo falam sobre consumo e os novos hábitos do brasileiro.

Publicado em 20 de março de 2023 às 08h32

Última atualização em 20 de março de 2023 às 08h32

Acompanhe tudo sobre Carne, conscientização, Orgânicos, sem carne, vegetarianismo e muito mais!

Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial sem Carne visa a conscientização a respeito dos benefícios à saúde e ao meio ambiente a partir de uma dieta livre de produtos de origem animal. De acordo com uma pesquisa feita em 2021 pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 46% dos brasileiros deixaram de comer carne por vontade própria ao menos uma vez na semana. O número é bem próximo do estudo The Good Food Institute (GFI), que mostrou que, em 2020, 49% dos brasileiros já estavam reduzindo esse consumo de alguma forma.

Já o IPC Maps apontou que nos últimos anos o consumo de verduras e legumes pelos brasileiros também segue em alta, tendo aumentado sua receita de R$ 16,9 bilhões em 2017 para R$ 17,7 bilhões em 2021. O consumo de frutas também vem crescendo, passando de R$ 22,3 bilhões em 2017 para o recorde de R$ 25,4 bilhões em 2021.

Saulo Marti, CMO da Diferente
Divulgação: Difere

Seja como for, o fato é que há cada vez mais pessoas trocando a carne por frutas, legumes e verduras em busca de uma alimentação mais saudável, e a indústria de alimentos já percebeu isso.

O mercado de proteínas alternativas, feitas a partir de plantas, deve crescer quase 70% nos próximos seis anos, movimentando mais de US$ 28 bilhões globalmente, de acordo com a empresa de pesquisas de mercado Meticulous Market Research. Enquanto isso, o mercado de alimentos orgânicos pode alcançar a marca de R$ 7 bilhões em 2023. A pandemia acelerou esse mercado e, hoje, a preocupação ambiental se soma à preocupação com a saúde. As pessoas estão consumindo mais orgânicos e, inclusive, dispostas a pagar mais por eles”, afirma Saulo Marti, CMO da Diferente, principal foodtech de assinatura de alimentos orgânicos do Brasil.

Quando removemos o animal das refeições, não estamos apenas ajudando os animais em si, mas também retirando todas as partes ruins da produção de alimentos: consumo de água, emissão de carbono, pressão sobre o espaço de terra e desmatamento. É assim que realmente movemos a agulha e fazemos uma mudança, que pode acontecer por meio de ações sutis na rotina alimentar”, relata Vanessa Giangiacomo, head de Marketing da NotCo, foodtech global e principal referência de alimentos à base de plantas.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Peletização pode antecipar em até 15 dias a produção de mudas de salsão

2

Resíduos agrícolas podem se transformar em biochar e baixar custo das lavouras

3

Aplicativo para piscicultura será apresentado em evento on-line da Embrapa

4

Pesquisa da UFSCar recupera compostos de alto valor em resíduos da laranja

5

Safra de grãos 2025-26: Recorde histórico, mas expõe os limites da estratégia nacional

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

aplicativo-piscicultura

Aplicativo para piscicultura será apresentado em evento on-line da Embrapa

ACNB-Circuito-Nelore-de-Qualidade-avaliou-414-machos-na-etapa-realizada-em-Igarape-do-Meio-MA-foto-divulgacao (Pequeno)

Circuito Nelore de Qualidade 2026 desembarca em Igarapé do Meio (MA)

WhatsApp Image 2026-07-21 at 11.06.06

Cuidados com a saúde respiratória dos equinos devem ser reforçados no inverno

Embargo ao frango brasileiro

Custo de produção do frango sobe no Paraná e do suíno recua em Santa Catarina em junho