Dia do trigo: conheça as diferenças entre farinhas, germe e fibra do cereal

No dia 10 de novembro é celebrado do Dia do Trigo, segundo tipo de cereal mais cultivado em todo o mundo. No Brasil, o trigo é um ingrediente muito explorado em receitas de pães, massas, biscoitos e bolos. Só em 2020, a importação de trigo pelo país deve atingir recorde de 7,3 milhões de toneladas, devido ao aumento crescente na demanda, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Trigo - Crédito Shutterstock

Publicado em 10 de novembro de 2020 às 07h42

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h06

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Trigo é um alimento rico em vitaminas, proteínas, minerais e fibras, reunindo diversos benefícios para a saúde

No dia 10 de novembro é celebrado do Dia do Trigo, segundo tipo de cereal mais cultivado em todo o mundo. No Brasil, o trigo é um ingrediente muito explorado em receitas de pães, massas, biscoitos e bolos. Só em 2020, a importação de trigo pelo país deve atingir recorde de 7,3 milhões de toneladas, devido ao aumento crescente na demanda, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a engenheira de alimentos Fabiane Costacurta, o cereal pode ser encontrado em diferentes versões, com diversas aplicações na culinária e impactos na saúde. “A forma como processamos o trigo faz com que o cereal retenha mais ou menos nutrientes quando o consumimos. Por exemplo, na farinha integral os nutrientes são mantidos e o resultado é um alimento rico em vitaminas, proteínas, minerais e fibras. As fibras alimentares  podem promover uma melhora no funcionamento intestinal e prolongamento da sensação de saciedade”, explica a especialista em assuntos regulatórios da Jasmine Alimentos, empresa especializada em produtos saudáveis.

Farinha 

A forma mais popular de uso do trigo é por meio da farinha. A farinha de trigo branca, ou refinada, é obtida a partir do processo de refinamento dos grãos de trigo. “Essa técnica faz com que parte dos nutrientes seja eliminada, mantendo apenas o glúten e o amido, com alto índice glicêmico. A farinha de trigo branca pode aumentar a taxa de glicose no sangue que está associada à obesidade e diabetes quando consumida em excesso”, afirma Fabiane.

Outra opção é a farinha de trigo integral, que é produzida por meio da moagem dos grãos inteiros do trigo, o que mantém a estrutura do farelo, garantindo a presença de nutrientes como as fibras solúveis e insolúveis, ferro, fósforo e magnésio. “A farinha de trigo integral é metabolizada de forma mais lenta e possui nutrientes indispensáveis na alimentação diária, que ajudam no bom funcionamento do organismo”, ressalta a engenheira de alimentos. A farinha de trigo integral também pode ser encontrada na opção orgânica.

Germe

Além da farinha, o trigo pode ser consumido como germe, que é o embrião do grão de trigo. “Essa é a forma mais nobre de consumir o trigo, por ser a parte que concentra a maioria dos nutrientes do cereal. É rico em vitamina E e do complexo B, que geram energia para o corpo”, explica Fabiane. Com sabor suave, o germe pode ser incluído na alimentação em vitaminas e sucos ou como substituto da farinha em massas de pão, bolo e pizzas. O ideal é não usar mais do que duas colheres de chá no cardápio diário.

Fibra

A fibra de trigo, também conhecida como farelo de trigo, é a camada externa do grão, obtida durante a moagem da produção da farinha. “É rica em proteínas, ferro e fibras. Ajuda a baixar os níveis de açúcar e colesterol do sangue, regulando diabetes e colesterol”, afirma Fabiane.

Segundo a engenheira da Jasmine Alimentos, a fibra pode ser consumida em receitas doces ou salgadas, sem alterar o sabor, acompanhada da ingestão de água. “Beber água é indispensável para que as fibras possam desempenhar seu papel no organismo. Elas absorvem água e por isso a não ingestão de líquidos pode ocasionar uma paralização dessas fibras no intestino, causando efeito rebote no organismo. Quanto mais fibras na alimentação, maior a necessidade de hidratação”, reforça.

Sobre a Jasmine Alimentos

A Jasmine Alimentos é uma empresa referência em alimentação saudável. Com produtos categorizados em orgânicos, zero açúcar, integrais e sem glúten, a marca visa atingir o público que busca alimentos saudáveis de verdade e qualidade de vida. A operação da Jasmine começou de forma artesanal no Paraná, há 30 anos. A Jasmine está consolidada em todo Brasil e ampliando sua atuação para a América Latina. Desde 2014 a marca pertence ao grupo francês Nutrition et Santé, detentor de outras marcas líderes no segmento saudável na Europa.

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