Celebrado em 15 de julho, o Dia do Pecuarista reconhece os profissionais responsáveis por uma das atividades mais importantes do agronegócio brasileiro. Em um cenário de busca constante por eficiência, sustentabilidade e rentabilidade, o confinamento bovino se consolida como uma estratégia fundamental para aumentar a produtividade, otimizar recursos e garantir maior previsibilidade na produção de carne.
O período coincide com a entrada dos animais no confinamento em diversas regiões do país, etapa que exige atenção especial ao manejo, à nutrição, à sanidade e ao bem-estar animal. Nesse sistema intensivo de produção, decisões tomadas no início do ciclo têm impacto direto sobre o desempenho zootécnico e os resultados econômicos da atividade.
A relevância da pecuária nacional também se reflete nos números do mercado. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 1,705 milhão de toneladas de carne bovina no primeiro semestre de 2026, volume 15,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior e o maior da série histórica.
De acordo com Daniel Miranda, gerente técnico da linha de Terminação da Zoetis Brasil, o sucesso do confinamento depende da integração entre diferentes fatores produtivos.
“A pecuária moderna exige planejamento e acompanhamento constante. Quando o produtor investe em estratégias nutricionais adequadas, protocolos sanitários eficientes e boas práticas de manejo, consegue reduzir perdas, melhorar o desempenho zootécnico e aumentar a rentabilidade da operação”, afirma.
Sanidade animal é decisiva no confinamento
Entre os principais desafios sanitários enfrentados durante o confinamento está a Doença Respiratória Bovina (DRB), considerada uma das enfermidades de maior impacto econômico na pecuária de corte.
A doença costuma ocorrer principalmente nas primeiras semanas após a chegada dos animais, período marcado por fatores de estresse como transporte, adaptação ao novo ambiente, mudanças na alimentação e formação de novos lotes.
Nesse contexto, a vacinação preventiva desempenha papel estratégico para reduzir perdas produtivas e preservar o desempenho dos animais. Segundo especialistas, programas sanitários estruturados permitem maior previsibilidade e contribuem para a eficiência dos sistemas de produção.
Bem-estar animal fortalece produtividade
Além da sanidade, o bem-estar animal tem ganhado cada vez mais espaço nas propriedades rurais. Práticas de manejo racional ajudam a reduzir o estresse, favorecem o desempenho produtivo dos bovinos e atendem às exigências de consumidores e mercados cada vez mais atentos à sustentabilidade da cadeia produtiva.
Para Ângelo Caiado, da Rialma Agropecuária, o sucesso do confinamento começa desde a recepção dos animais.
“Uma boa recepção dos animais, protocolos sanitários bem executados, equipes capacitadas e acompanhamento técnico contínuo fazem toda a diferença para garantir saúde, bem-estar e desempenho”, destaca.
Tecnologia e planejamento impulsionam a pecuária
A adoção de tecnologias e estratégias de prevenção tem sido um diferencial para pecuaristas que buscam maior competitividade. Ferramentas de monitoramento, protocolos sanitários, assistência técnica especializada e capacitação das equipes contribuem para decisões mais assertivas e melhores resultados produtivos.
Neste Dia do Pecuarista, o setor reforça a importância do planejamento, da inovação e da gestão eficiente para garantir uma pecuária cada vez mais sustentável, rentável e preparada para atender às demandas do mercado nacional e internacional.