Custos de produção em alta preocupam arrozeiros

Os custos de produção para a lavoura de arroz previstos para a safra 2021/2022 têm ...
Arroz - Crédito Shutterstock

Publicado em 25 de junho de 2021 às 14h18

Última atualização em 25 de junho de 2021 às 14h18

Acompanhe tudo sobre Arroz, Milho, Preço, Produção, Safra 2021/2022 e muito mais!
Arroz – Crédito Shutterstock

Federarroz orienta orizicultores a aumentar rotação de culturas e diminuir área projetada para o grão

Os custos de produção para a lavoura de arroz previstos para a safra 2021/2022 têm sido motivo de preocupação para os arrozeiros gaúchos. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o valor por saca fechou em R$ 72,73, enquanto por hectare, considerando uma produtividade média de 7,95 mil quilos por hectare, ficou em R$ 11,56 mil. Para isso, o produtor precisou colher 159,05 sacos de 50 quilos por hectare.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, as altas nos insumos devem fazer com que este custo se eleve na próxima safra, chegando ao ponto de o produtor ter que colher pelo menos 170 sacos por hectare para cobrir as despesas. “O ponto de equilíbrio que falávamos de 160 sacos por hectare, em média para cobrir os custos, certamente irá subir no ano safra 2021/2022 e chegará a 170 sacos, o que nos preocupa e nos traz uma obrigação desta racionalização das áreas e obrigatoriedade de se buscar alternativa na rotação de culturas como, além da soja, a pecuária e o milho”, observa.

Para o dirigente, esta crescente evolução dos custos de produção obriga a intensificar e racionalizar cada vez mais as áreas de produção. “O produtor, na medida do possível, tem que diminuir as áreas de arroz e aumentar a rotação de culturas para buscar uma maior produtividade e consequentemente uma maior viabilidade na lavoura de arroz.

Outra preocupação, conforme o presidente da Federarroz, é com o déficit hídrico para a próxima safra. “Possivelmente não teremos água suficiente para plantar a mesma área que no período anterior. A Federarroz orienta a racionalizar as áreas e diminuir as lavouras de arroz para ajustar a oferta e,consequentemente, ter ao menos preços que cubram os custos de produção”, enfatiza.

Foto: Fagner Almeida/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Congresso Andav 2026 debate crédito rural, recuperação judicial e mercado financeiro no agro

2

Circuito Nelore de Qualidade chega a Nova Andradina (MS) no dia 10 de julho

3

Como medida para combater o Greening, Portaria classifica municípios paulistas entre locais com baixa e alta incidência da doença

4

Superávit do agronegócio paulista registra US$ 10,38 bilhões no primeiro semestre de 2026

5

Agricultor do Tocantins é campeão da região Norte no Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja do CESB

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Agricultor Pedro Foresto, vencedor da região Norte do CESB 26
(Foto: Divulgação/BASF)

Agricultor do Tocantins é campeão da região Norte no Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja do CESB

Trigo-pixabay-Telefone

El Niño pode reduzir a oferta global de trigo e óleo de palma e ampliar a volatilidade dos mercados

O processo de germinação aumenta o teor de compostos bioativos benéficos à saúde. Foto: Cristina Takeiti

Pesquisa mostra que arroz germinado é mais nutritivo

Hiroyuki Oi desafio-cesb-produtividade-soja

Desafio CESB revela estratégias por trás da soja mais produtiva do Brasil