Como será o mercado de insumos em 5 anos?

O mercado de insumos agrícolas vem passando por profundas mudanças, incluindo excesso ...
Insumos - Foto: shurtterstock

Publicado em 18 de fevereiro de 2022 às 08h32

Última atualização em 18 de fevereiro de 2022 às 08h32

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Insumos – Foto: shurtterstock

O mercado de insumos agrícolas vem passando por profundas mudanças, incluindo excesso de ofertas, facilidade de encontrar produtos e maior concorrência. Nesse cenário, o especialista em agronegócio Renato Seraphim afirma que “entender o agricultor e a sua jornada serão fundamentais”, e faz algumas previsões para os próximos cinco anos.

De acordo com ele, nesse período as empresas com faturamento acima de R$ 2 bilhões representarão 50% do mercado, sendo que esse clube provavelmente “ficará restrito ao clube dos 10, onde teremos 3-4 cooperativas e 6-7 empresas privadas, ou seja, com números bem parecidos ao que vemos no mercado de insumos norte-americano, que tem o mesmo tamanho que o nosso, na ordem de R$ 160 bilhões e onde as sete maiores representam 69%”.

Seraphim aponta que o mercado de insumos agrícolas no Brasil apresenta “tendência de maior crescimento nos próximos anos é o mais atrativo do planeta”. Ele acredita que esse “Top 10” farão “investimentos significativos em pessoas, infraestrutura e tecnologia para desafiar a concorrência”, bem como aumentarão o número de lojas, consolidarão parcerias, construirão linhas próprias e alguns deles com verticalização dos seus negócios para aumentar a fidelidade dos agricultores.

“Competir neste ambiente será extremamente desafiador e pequenos erros podem ser fatais, principalmente em um ambiente de margens espremidas e risco como é o nosso setor”, ressalta o especialista em agronegócio.

O grupo seguinte de empresas, de faturamento entre R$ 500 milhões e R$ 2 bilhões, segundo ele “ficará maior, crescerá significativamente, na medida que os grandes fiquem com estruturas mais inchadas e menos ágeis, fazendo com que os outros 90 maiores distribuidores passem a representar outros 40% do mercado”.

“À medida que mais consolidação ocorre entre esses, a parte inferior se tornará ocupada por varejistas agrícolas menores, com maior foco em serviços, especialidades e até mesmo novos modelos de negócio, como a ‘franquia de um homem só’, que crescerá exponencialmente. Vimos isso ocorrer no mercado de cosméticos, de catálogos, etc… O ‘Marketing Multinível’ chegará ao agronegócio”, conclui ele.

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