Cientistas do Brasil e dos EUA querem alterar norma internacional da ISO sobre exposição a agroquímicos

Trabalho realizado pela Universidade de Maryland e pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico está sendo finalizado esta semana em um laboratório avançado único no Brasil, na cidade de Jundiaí-SP 

Publicado em 16 de agosto de 2018 às 09h12

Última atualização em 16 de agosto de 2018 às 09h12

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Trabalho realizado pela Universidade de Maryland e pelo Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico está sendo finalizado esta semana em um laboratório avançado único no Brasil, na cidade de Jundiaí-SP 

A cientista Anugrah Shaw, da Universidade de Maryland (EUA), desembarca no Brasil pela sexta vez em três anos. Ela se junta ao pesquisador brasileiro Hamilton Ramos, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC), no laboratório avançado da instituição situado na cidade paulista de Jundiaí. Shaw e Ramos finalizam um estudo que em linhas gerais propõe alterar critérios da entidade certificadora ISO Internacional para medir a qualidade de vestimentas de proteção a agroquímicos.

 

De acordo com Ramos, o ensaio conjunto, já na fase conclusiva, pretende fornecer base científica para a ISO ” International Organization Standartization modificar padrões de análise empregados em avaliações de segurança sobre equipamentos de proteção utilizados por trabalhadores rurais que aplicam agroquímicos.

Ramos coordena no Brasil o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia). Juntamente à cientista da Universidade de Maryland, ele desenvolve desde 2015 um líquido-teste não tóxico, de cor amarela, com características similares às do composto herbicida químico Prowl, de toxicidade mediana, que é hoje empregado oficialmente nos testes globais de qualidade da ISO sobre vestimentas rurais.

O pesquisador ressalta que a dependência do Prowl para realizar essas avaliações, diante de restrições regulatórias e dificuldades de importação do produto, prejudica o andamento de estudos desenvolvidos por cientistas da ISO, em caráter permanente, com vistas ao aprimoramento da qualidade de vestimentas protetivas fabricadas nos países agrícolas.

Finalizado o trabalho em Jundiaí na próxima semana, o próximo passo será submeter as conclusões do estudo ao grupo de cientistas da ISO que atua na área, em uma reunião da entidade prevista para ocorrer na China no primeiro trimestre de 2019.

 

“Uma vez aprovado, nosso trabalho ganhará amplitude mundial e será incorporado à norma ISO 27065, específica para testes envolvendo a qualidade de vestimentas protetivas“, finaliza o pesquisador que é considerado um dos principais estudiosos brasileiros nas áreas de segurança e tecnologia de aplicação de agroquímicos nas lavouras.

A cientista Anugrah Shaw permanecerá no Brasil até o dia 19 de agosto.

Mais informações: www.quepia.org.br

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