Cartilha Mata Atlântica orienta produção rural sustentável

Publicação orienta produtores rurais a integrar conservação da Mata Atlântica com práticas agrícolas produtivas.
Cartilha da Mata Atlântica com mudas nativas ao fundo.
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Uma nova cartilha sobre a Mata Atlântica promete aproximar o produtor rural da conservação ambiental sem abrir mão da produtividade. A publicação “Árvores nativas da Mata Atlântica: sustentabilidade e utilização na propriedade rural”, lançada pela Associação Ambientalista Copaíba em parceria com o WWF-Brasil e a Sylvamo, apresenta 110 espécies nativas e orientações práticas para integrar o cultivo agrícola à preservação dos biomas.

Voltada a agricultores e comunidades rurais, a cartilha Mata Atlântica explica como aplicar técnicas que unem restauração florestal, sistemas agroflorestais (SAFs) e uso sustentável das espécies nativas. O conteúdo ajuda o produtor a identificar árvores com melhor adaptação às condições locais, promovendo benefícios ambientais, econômicos e sociais.

Ferramenta para quem produz e conserva

A iniciativa faz parte do Programa Raízes do Mogi Guaçu, criado para recuperar a vegetação nativa e proteger os mananciais da bacia do rio Mogi Guaçu. Desde 2024, o programa já restaurou mais de 340 hectares de florestas na Serra da Mantiqueira, unindo conservação e geração de renda.

Com 26 anos de atuação, a Associação Copaíba é reconhecida pela produção de mudas nativas e pela capacitação de agricultores em restauração florestal. Segundo a secretária-executiva Flávia Balderi, a cartilha Mata Atlântica amplia esse alcance, levando conhecimento acessível e aplicável ao campo:

“O material aproxima o produtor rural das soluções baseadas na natureza, mostrando que é possível produzir com sustentabilidade e recuperar a biodiversidade.”

A publicação está disponível gratuitamente em copaiba.org.br/arvores-nativas-da-mata-atlantica.

Por que investir em árvores nativas

As árvores nativas da Mata Atlântica exercem papel essencial no equilíbrio ecológico e na produtividade rural. Além de proteger nascentes, regular o ciclo da água e melhorar o microclima, elas aumentam a fertilidade do solo, favorecem a polinização natural e geram produtos como frutos, óleos e madeiras de manejo sustentável.

Segundo Balderi, espécies nativas também ajudam a prevenir erosões e melhorar a qualidade do ar, tornando-se aliadas da agricultura regenerativa e da restauração de áreas degradadas.

“Investir na restauração e no plantio de árvores nativas é garantir o futuro do campo e da biodiversidade”, reforça.

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