Boro e zinco: a importância dos micronutrientes para o cafeeiro

A engenheira agrônoma Thamiris Bandoni Pereira, da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), elaborou um pequeno relatório sobre a aplicação e a atuação dos elementos boro e zinco nas plantas de café.
Coffee plantation located in Brazil on a blue sky day
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Créditos Shutterstock

O cuidado com o cafezal vai até mesmo nos mínimos detalhes: o manejo nutricional do solo reflete na manutenção da produção, mantém o vigor das safras e ajuda a reduzir a bienalidade da commodity.

A engenheira agrônoma Thamiris Bandoni Pereira, da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), elaborou um pequeno relatório sobre a aplicação e a atuação dos elementos boro e zinco nas plantas de café.

O primeiro está relacionado à reprodução das plantas e à germinação do pólen, além de estar envolvido com a translocação de açúcares, atuando no transporte das folhas para os órgãos das plantas. O zinco, por sua vez, atua como catalisador na formação do triptofano, precursor do ácido indol acético, hormônio responsável pelo crescimento meristemático, influindo, portanto, no crescimento da parte aérea do cafeeiro.

Versatilidade

O boro ainda atua na divisão, maturação e na diferenciação celular, além da síntese de celulose e lignina, conferindo maior tolerância do cafeeiro às pragas e doenças. O elemento ainda está diretamente envolvido com o metabolismo do cálcio, atuando na formação da parede celular. A deficiência de boro resulta na morte da gema apical, provocando superbrotamento.

“A aplicação do boro via solo é a mais eficiente e duradoura, mantendo, normalmente, níveis foliares adequados por 18 meses”, informa o relatório. A dose indicada em cafezais adultos, é de 2,0 a 6,0 kg de boro por hectare, de fontes usuais como ácido bórico, bórax e ulexita, com doses menores em solos mais leves.

Em escassez

A deficiência de zinco encurta os internódios na extremidade dos ramos, que acabam morrendo. As plantas vão ficando cinturadas – as conhecidas plantas de pescoço pelado.

A falta do nutriente também provoca a redução no tamanho dos frutos. As folhas de plantas carentes em zinco se apresentam pequenas e afiladas

A pulverização na folhagem é a forma mais eficiente de suprir a necessidade de zinco, mas a aplicação via solo na dosagem de até 6,0 kg por hectare, por ano, também é muito utilizada.

Fonte: Cafepoint

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