Bactérias reduzem custos do feijão em 12%

O uso de bactérias para a inoculação do feijoeiro reduz em 75% a utilização de fertilizantes nitrogenados nas lavouras e diminui os custos de produção em 12%, segundo uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). De acordo com o pesquisador Bruno Ewerton da Silveira Cardillo, além de aumentar os custos, os nitrogenados causam a contaminação dos rios, lagos e lençóis freáticos.

Publicado em 23 de maio de 2020 às 14h57

Última atualização em 23 de maio de 2020 às 14h57

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O uso de bactérias para a inoculação do feijoeiro reduz em 75% a utilização de fertilizantes nitrogenados nas lavouras e diminui os custos de produção em 12%, segundo uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). De acordo com o pesquisador Bruno Ewerton da Silveira Cardillo, além de aumentar os custos, os nitrogenados causam a contaminação dos rios, lagos e lençóis freáticos.

“Quando adubamos, gastamos muito, 80 kg de nitrogênio por hectare. Ao invés de utilizar essa quantidade, usei as bactérias e economizei 60 kg, utilizados em cobertura da planta. Na base de plantio e em todos os tratamentos eu usei 20 kg, ou seja, economizei 60 kg de nitrogênio por hectare”, explica.

Comparação

Nesse cenário, o trabalho comparou a adubação da planta de feijão, utilizando fertilizantes nitrogenados, com a inoculação utilizando as bactérias Azospirillum brasilense, que promove o crescimento da planta, e Rhizobium tropici, associada à fixação biológica do nitrogênio. “Como resultado, eu tive que a aplicação na semente ou no suco de semeadura e a inoculação com Azospirillum produziu a mesma quantidade de quando eu adubei”, completa.

A tese foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia com orientação da professora Ana Dionisia da Luz Coelho Novembre, do Departamento de Produção Vegetal (LPV). “Em números, a produção adubada pode até produzir mais, mas nas questões ecológicas e monetárias, se corre menos risco, desde que bem feita a inoculação”, finaliza o pesquisador responsável pelo estudo.

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