As possibilidades de alta da soja no Brasil são poucas

Publicado em 3 de agosto de 2019 às 12h00

Última atualização em 3 de agosto de 2019 às 12h00

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Crédito Adrielle Teodoro

Em plena janela de exportação de soja, o volume a ser embarcado com soja-grão nos portos brasileiros recuou 2,57% para 5,34 milhões de toneladas, contra 5,48 MT programadas na semana anterior. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, o farelo/pellets de soja teve recuo maior, de 17,37%, passando de 1,35 milhão de toneladas para 1,12 milhão de toneladas.

“Estes dados só confirmam as previsões feitas pela T&F em março último, de que os volumes a serem exportados seriam menores durante este ano comercial, diante da redução da demanda chinesa, pelo grande abate de suínos no país”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco.

De acordo com ele, a principal consequência desta redução de volume é o provável aumento dos estoques finais: “Precisa ver o quanto o mercado interno vai consumir a mais de soja para aumentar a indústria de carnes do país. Se o mercado interno consumir menos do que iria para a exportação, a tendência é a de os preços caírem”.

“De qualquer maneira, não vemos muitas possibilidades a curto e médio prazos de os preços da soja voltarem a subir significativamente, porque o dólar tem clara tendência de baixa e há uma nítida compensação entre os aumentos em Chicago e queda nos prêmios nos portos do Brasil”, conclui o especialista de mercado da T&F.

Comercialização

A comercialização da soja disponível no estado brasileiro do Mato Grosso foi a mais baixa do ano, com um avanço para 84%. Restam, portanto, apenas 16% para comercializar nos próximos 6/7 meses até a colheita da próxima safra, informa ainda a T&F. “A queda do dólar e dos prêmios mais que suplantaram as altas de Chicago. Já da safra nova de 2020, foi comercializado 23% da produção estimada, contra 21% de um ano atrás”, afirma Pacheco.

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