Amazônia: Futuro é agregar a produção limpa e regenerativa

A amazônia e o futuro dela está sob olhar das startups

Publicado em 12 de abril de 2023 às 07h00

Última atualização em 12 de abril de 2023 às 07h00

Acompanhe tudo sobre Amazônia, Produção, regenerativa e muito mais!

O bioma amazônico está no foco das startups brasileiras, que estão cada vez mais voltando o olhar para o que a região pode oferecer de melhor. Sem deixar de pensar nas vantagens econômicas, as empresas estão atrelando suas produções às questões sociais como o ganho dos produtores locais e a recuperação e regeneração de todo bioma.

Créditos: Piaxabay

O que as startups procuram também é produzir em consonância com os conceitos da bioeconomia, que permite uma integridade ecológica, que deve influenciar de forma planetária nas mudanças do clima, com manutenção de chuvas que regam toda a produção do agronegócio na região do cerrado, na própria Amazônia e no Sudeste.
“Com o desenvolvimento das questões que envolvem a bioeconomia, temos a possibilidade de manter a floresta em pé. Isso eleva o ganho econômico, pois o país consegue se tornar muito competitivo e ajuda a elevar todo potencial da região amazônica”, aponta Max Petrucci, empresário e sócio proprietário da Mahta, empresa de foodtech criada com objetivo de praticar uma mudança no sistema de produção e consumo no país e no mundo, colocando a floresta amazônica como plataforma desse formato.
Ele ainda destaca que “existe um conjunto de oportunidades que o Brasil possui, que passa impreterivelmente pela Amazônia, como a produção de fármacos, cosméticos, alimentos e na indústria bioquímica. Mas, devemos sempre colocar, acima de tudo, a questão da regeneração florestal e um desenvolvimento sustentável limpo”, analisa.
A Mahta adota como modelo produtivo a agricultura regenerativa (regen based), que preza por soluções que vão de encontro a questões vitais, como o desenvolvimento sustentável e de cadeias produtivas para a conservação de todo meio ambiente. Desse caminho surgiu seu superfood em pó, com 15 ingredientes regenerativos do bioma amazônico, como o cacau, cupuaçu, açaí, coco, castanha-do-pará, taperebá, bacuri, graviola e cumarú.

Alinhar produção e sustentabilidade
Vale ressaltar que a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, com mais de 40 mil espécies de plantas, onde vivem povos indígenas e comunidades tradicionais, com cerca de 240 línguas faladas. Estruturar os modelos de desenvolvimento bioecológico para economias baseadas em biomas, possibilita o enfrentamento dos desafios ambientais e reduzir a destruição que ainda segue acelerada.
A bioeconomia deve estar em alinhamento com a abundância e regeneração do microbioma e macro. Esse modelo mostra uma solução que reaproxima a nova ciência com os conhecimentos ancestrais que o homem possui sobre saúde, modelos de produção, modelos econômicos e a relação produtor e consumidor. A ideia é gerar harmonia entre o homem e a natureza.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

V Simpósio Brasileiro de Pitayas: edição de 2026 debate futuro da fruta no Brasil

2

Safra de café do Brasil pode atingir 75,3 milhões de sacas em 2026/27

3

Emater-MG vai lançar nova edição do catálogo de turismo rural em Minas

4

Volatilidade global recoloca safra e bioenergia brasileiras no centro da análise econômica, avalia Fex Agro

5

Superávit global de açúcar encolhe com corte na safra da Índia e mudança no mix no Brasil

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Cachaçaria Divina

Emater-MG vai lançar nova edição do catálogo de turismo rural em Minas

IMG-20260313-WA0039.jpg

Volatilidade global recoloca safra e bioenergia brasileiras no centro da análise econômica, avalia Fex Agro

O 3ª Workshop de Inteligência de Mercado em Bioinsumos acontece nos dias 17 e 18 de março, em Campinas (SP)

Setor de bioinsumos se reúne para discutir tendências e dados de mercado em encontro promovido pela ANPII Bio; inscrições estão abertas

Método simula a pulverização e o impacto da água na fixação do defensivo agrícola sobre as folhas de um determinado cultivo

‘Adjuvantes da Pulverização’ avança em parcerias para avaliar funcionalidade de produtos e certificá-los com o Selo IAC