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Algas marinhas na cafeicultura impulsionam produtividade do café

Bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum ganham espaço nas lavouras de café como aliados da produtividade e da resiliência climática.
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As algas marinhas na cafeicultura vêm ganhando destaque como ferramenta estratégica para aumentar a produtividade e fortalecer a resiliência das lavouras diante dos desafios climáticos. Em um cenário de expansão da produção nacional, produtores investem cada vez mais em tecnologias capazes de melhorar o desempenho das plantas e reduzir os impactos causados por estiagens, altas temperaturas e irregularidade das chuvas.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café em 2026 deve alcançar 66,7 milhões de sacas, crescimento de 18% em relação ao ciclo anterior e novo recorde para o setor. O avanço é atribuído à recuperação da produtividade, ampliação de áreas cultivadas e adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva.

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Algas marinhas na cafeicultura ajudam plantas a enfrentar estresses climáticos

Entre as soluções que vêm despertando o interesse dos cafeicultores estão os bioestimulantes produzidos a partir da alga marinha Ascophyllum nodosum. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente na costa do Canadá, essa espécie desenvolveu mecanismos naturais de adaptação a condições extremas de temperatura, salinidade e variações de maré.

Quando seus compostos bioativos são aplicados nas lavouras, contribuem para ativar processos fisiológicos capazes de aumentar a tolerância das plantas aos estresses ambientais, favorecendo o crescimento, o vigor e o potencial produtivo.

De acordo com Marcos Bettini, diretor de Desenvolvimento de Mercado Latam da Acadian Sea Beyond, a busca por produtividade está diretamente ligada à necessidade de construir lavouras mais resilientes.

“A busca por maior produtividade precisa estar alinhada à construção de lavouras mais resilientes. Por isso, os cafeicultores têm investido cada vez mais em tecnologias que ajudam as plantas a enfrentar esses desafios climáticos e a manter altos níveis de desempenho produtivo”, afirma.

Ascophyllum nodosum é foco de pesquisas para a cafeicultura

A Acadian Sea Beyond atua há mais de quatro décadas no estudo dos benefícios da Ascophyllum nodosum para a agricultura. A empresa desenvolve pesquisas em parceria com universidades, centros de pesquisa e instituições agrícolas de diversos países para compreender o potencial dos compostos presentes na alga.

Segundo Bruno Carloto, gerente de Marketing Estratégico da companhia na Unidade Atlantic, os bioestimulantes derivados da alga vêm se consolidando como importantes aliados da cafeicultura moderna.

“O produtor precisa extrair o máximo potencial da lavoura mesmo diante de cenários desafiadores. Os bioestimulantes à base de Ascophyllum nodosum ajudam a planta a ativar mecanismos naturais de tolerância ao estresse, favorecendo o desenvolvimento, a eficiência fisiológica e a produtividade ao longo de todo o ciclo”, explica.

Algas marinhas na cafeicultura contribuem para sustentabilidade

Além do potencial produtivo, as algas marinhas na cafeicultura estão alinhadas às demandas crescentes por sistemas agrícolas mais sustentáveis. O objetivo é aumentar a eficiência das lavouras sem comprometer recursos naturais ou elevar excessivamente os custos de produção.

De acordo com Carloto, o uso dessas tecnologias permite equilibrar produtividade e sustentabilidade, dois fatores cada vez mais importantes para a competitividade da cafeicultura brasileira.

“A cafeicultura busca soluções que aumentam a resiliência das plantas sem abrir mão da sustentabilidade. As algas marinhas contribuem justamente para esse equilíbrio, auxiliando o produtor a produzir mais e melhor em um cenário de constantes mudanças”, destaca.

Tecnologia ganha importância para o futuro do café

Com eventos climáticos extremos se tornando mais frequentes, especialistas apontam que o investimento em inovação será cada vez mais decisivo para a rentabilidade das propriedades cafeeiras.

Nesse contexto, as algas marinhas na cafeicultura surgem como uma alternativa capaz de apoiar o desenvolvimento das plantas ao longo de todo o ciclo produtivo, contribuindo para a manutenção dos níveis de produtividade e para a sustentabilidade do setor.

“O café exige planejamento e visão de longo prazo. Por isso, investir em tecnologias para enfrentar condições adversas e expressar seu máximo potencial produtivo será cada vez mais importante para a sustentabilidade e para a rentabilidade das lavouras”, conclui Carloto.

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