Agronegócio brasileiro impulsionará superávit em 2023

Agronegócio mostra-se como principal força motriz para superávit do Brasil em 2023
Seedling are growing from the rich soil. Concept of business growth, profit, development and success

Publicado em 17 de outubro de 2023 às 09h00

Última atualização em 17 de outubro de 2023 às 09h00

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No Brasil, o agronegócio desempenha um papel fundamental na economia, sendo uma força motriz no desenvolvimento do país. O agronegócio brasileiro é responsável pela maior parte das exportações nacionais, além de desempenhar um papel crucial na geração de empregos tanto em áreas urbanas quanto rurais, impulsionando a inovação e a tecnologia.

Créditos: Divulgação

No último ano, o Brasil conquistou posições significativas no mercado global, impulsionado pelo crescimento da China em relação aos Estados Unidos e pelos conflitos envolvendo a Ucrânia e a Rússia. De acordo com o Relatório do Departamento Econômico da FAESP, divulgado em 15 de setembro, com base nas informações do MDIC – Camex Star, espera-se que o Brasil alcance marcas históricas até o final do ano.

Impulsionado pelo agronegócio, o Brasil deve ter superávit recorde até o final do ano

De fato, os especialistas acreditam que o montante entre as compras internacionais e as vendas externas no agronegócio deve superar 90 bilhões de dólares até o final de 2023. É importante deixar claro que esse resultado deve ser o maior desde 1989. Essa projeção se baseia no fato de que, até o mês de agosto, já existem 62,4 bilhões de dólares acumulados em superávit, um avanço de 43%, em relação ao ano de 2022 no mesmo período. 

Por conseguinte, tal desempenho encontra-se ligado principalmente ao aumento das quantidades exportadas, e não ao aumento dos valores dos produtos importados. Além disso, as quedas nas importações também contribuíram para explicar o superávit. No que tange ao acumulado do ano até então, as vendas externas atingiram 224,578 bilhões de dólares, mantendo-se no mesmo nível, quando comparadas com o mesmo período de 2022. 

No entanto, em contrapartida, as compras feitas internacionalmente diminuíram 10,4%, totalizando 162,168 bilhões de dólares. De acordo com Julia Gottlieb, economista do Itaú Unibanco, “a alta (das exportações) está mais associada ao volume, resultado de uma safra recorde de soja e milho safrinha, além de um desempenho bom da indústria extrativa, com as exportações de petróleo”. 

Nesse contexto, é notável que os profissionais da faculdade de engenharia agronômica e áreas correlatas têm trazido novas tecnologias para o agro, aumentando a produtividade. A relação entre eles é proporcional, uma vez que o aumento da produção encontra-se atrelado ao avanço técnico-científico-informacional, desde o melhoramento genético dos cultivares até a implementação dos objetos técnicos no espaço agrário. 

O fato de o crescimento do superávit estar ligado à quantidade exportada, e não ao valor, é um fator positivo, segundo a economista. O excelente desempenho decorre das exportações de soja, milho e celulose, reforçando o papel do Brasil na divisão internacional de trabalho como exportador de commodities. 

Por fim, é importante enfatizar que, segundo as estimativas do IBGE, a produção de oleaginosas e leguminosas deve registrar um aumento significativo, alcançando 313,3 milhões de toneladas, batendo um novo recorde. 

Neste ano, o Brasil já superou a produção dos Estados Unidos na exportação de milho e está prestes a desbancar, também, o país no topo das exportações de algodão. Ao que tudo indica, para o agronegócio, o cenário deve continuar positivo. 

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