Abapa capacita operadores de silos on-farm

Cada vez mais sofisticados, os silos demandam mão de obra especializada em sua operação, tanto para garantir o seu bom funcionamento, quanto para a segurança dos operadores.

Publicado em 24 de maio de 2022 às 09h06

Última atualização em 24 de maio de 2022 às 09h06

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Crédito Abapa

Uma invenção quase tão antiga quanto a própria agricultura, os silos são fundamentais à logística e à comercialização da produção agrícola, sobretudo, a de grãos. Cada vez mais sofisticados, eles demandam mão-de-obra especializada em sua operação, tanto para garantir o seu bom funcionamento, quanto para a segurança dos operadores, afinal, são estruturas que podem ter altura igual ou superior a 25 metros, ou o equivalente a um prédio de oito andares. Por isso, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) deu início a uma série de cursos, realizados on-farm, para treinamento dos trabalhadores nas fazendas dos associados que possuem silos. O primeiro foi realizado na última semana, em propriedades do Grupo Schmidt Agrícola, e outros estão previstos para acontecer nos próximos meses.

O curso de operador de silos é resultado de uma parceria entre a Abapa e o SENAR e tem 40 horas de duração, distribuídas em cinco dias. No conteúdo programático, os temas vão desde legislação específica para trabalho em altura e em espaços confinados, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos, até a funcionalidade e os aspectos ligados aos produtos armazenados. De acordo com o instrutor do Centro de Treinamento da Abapa, habilitado pelo SENAR, Mateus de Castro Santos, ainda existe uma grande deficiência na formação de profissionais capacitados a operar silos no Brasil. “Esta capacitação aborda um amplo leque de assuntos, sendo parte do conteúdo ministrada dentro do próprio silo, isso ajuda a compreensão do conteúdo”, afirmou.

Para Paulo Schmidt, vice-presidente da Abapa e um dos proprietários do Grupo Schmidt Agrícola, esta iniciativa mostra a capacidade da associação de ir além da própria cotonicultura, ajudando no desenvolvimento da atividade agrícola regional como um todo. “O algodão não utiliza silos, mas todo produtor de algodão no Oeste da Bahia, necessariamente, planta soja e, muito provavelmente, milho. Este efeito multiplicador é muito importante para nós e para o nosso entorno. A comunidade se beneficia disto. Um bom armazenamento de grãos significa menos ou nenhum desperdício e qualidade do produto para o consumo. Isso impacta diretamente na sustentabilidade da matriz produtiva nas fazendas”, conclui Schmidt.

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