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A relação do manejo de nitrogênio com a “murchadeira” em alfaces

Em mais uma parceria com a Revista Campo & Negócios, a Enza Zaden traz um artigo repleto de informações sobre o manejo de nitrogênio com a "murchadeira" em alfaces.
Acompanhe tudo sobre Alfaces, Enza Zaden, Folhosas, Manejo, Nitrogênio e muito mais!

Autor:
Gustavo Hacimoto
Especialista de Desenvolvimento de Produto

Foto de arquivo

Por ser uma hortaliça folhosa, o nitrogênio é essencial para a formação da alface americana. Filgueira, 2008 e Malavolta, 2006 relatam que doses adequadas de nitrogênio favorecem o crescimento vegetativo, o acúmulo de massa e aumento da área foliar. Sendo a alface composta basicamente por folhas, é por esse motivo que o nitrogênio se torna de extrema importância. E é por isso também, que mais importante do que ter em mente sobre a sua relevância, é saber quando, de qual forma e em que quantidade podemos utilizá-lo.

Portanto, é preciso ter cuidado tanto com a falta quanto com o excesso desse nutriente. Justamente por ser de extrema importância é muito raro encontrarmos nas lavouras a deficiência de nitrogênio, já que os produtores são bem atentos quanto ao fornecimento via adubações de cova/base/cobertura/rega e até mesmo via fertirrigação. 

Por outro lado, o seu excesso pode ser visto com mais frequência. Excesso esse que pode provocar perda da qualidade do produto, principalmente quando fornecidos em grandes quantidades no último terço do ciclo. 

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Porém, o grande destaque negativo desse excesso de nitrogênio é a sua relação direta com a ocorrência de algumas doenças de origem bacteriana, no qual podemos destacar a “murchadeira” (Erwinia spp.). 

Essa relação se destaca quando as condições de temperatura e quantidade de chuva e/ou irrigação são favoráveis a ocorrência e estabelecimento da doença (cerca de 30ºC e alta umidade no solo). Por isso, é importante nos atentarmos para os seguintes pontos com relação ao fornecimento de nitrogênio para a alface americana:

Gustavo Hacimoto/Divulgação

• Evitar a utilização de esterco cru, pois mesmo sendo fonte de matéria orgânica e nitrogênio, se não estiver bem curtido pode favorecer o excesso e de forma desequilibrada;
• Evitar fórmulas que contenham mais nitrogênio do que potássio em sua proporção;
• Na 1ª cobertura/rega optar por adubos que tenham proporção de nitrogênio/potássio de 1:1;
• Na 2ª cobertura/rega optar por adubos que tenham mais potássio que nitrogênio, já que o potássio é essencial para a formação de cabeça, em mercados que exigem essa característica;
• Fornecimento de cálcio e boro, tanto via solo quanto via foliar. Esses dois nutrientes auxiliam na estruturação e equilíbrio da planta, importantes para que a “murchadeira” não se estabeleça.

Vale ressaltar que se tratando de uma doença, apenas essa estratégia de manejo nutricional pode não ser eficiente em seu controle. Outras medidas de controle que podemos citar são: utilizar água de irrigação de boa procedência e evitar o seu excesso, fazer rotações de cultura, plantio em solos bem drenados, que não acumulem água, controle de plantas daninhas que podem ser hospedeiras do patógeno, evitar ferimentos nas plantas, que abrem porta de entrada para doenças no geral.

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