Verticillium no tomate: como reconhecer e realizar o manejo?

Os primeiros sintomas em condições de campo geralmente são observados no início de frutificação da cultura.
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Helcio Costa
Doutor em Fitopatologia e pesquisador – Incaper
helciocosta@incaper.es.gov.br

Crédito: Helcio Costa

Dentre os vários fatores que limitam a produtividade, as doenças ocupam uma posição de destaque, pois podem levar a perdas elevadas se medidas de manejo não forem tomadas a tempo.

Como reconhecer a doença

Os primeiros sintomas em condições de campo geralmente são observados no início de frutificação da cultura. A doença causa amarelecimento das folhas, em forma de V, com o vértice voltado para a nervura principal da folha, iniciando pelas folhas mais velhas.

A murcha da planta pode ser acentuada ou muito lenta, dependendo da infestação e do tipo de solo, bem como das condições climáticas. É comum verificar a perda total das lavouras.

Um sinal característico da doença pode ser observado após a realização de um corte no sentido longitudinal, na região basal do caule, onde se verifica que os vasos apresentam uma coloração escura/parda típica.

Muitas vezes, somente com exame em laboratório é possível a confirmação correta do fungo, pois os sintomas acima descritos podem também ser causados por outros fatores.

Condições que favorecem a doença

A doença é favorecida por solos com pH entre 6,5 a 7,0, com desequilíbrio nutricional e baixo teor de matéria orgânica. Temperaturas entre 20 a 24°C e alta umidade do solo são muito favoráveis ao desenvolvimento da doença.

Como a doença se dissemina

O fungo se propaga por meio de sementes e mudas contaminadas. No campo, a água de irrigação e o solo contaminado aderido aos implementos agrícolas (arados, grades) são os principais fatores que levam o patógeno de uma área para outra e dentro da própria lavoura. O fungo sobrevive no solo por vários anos pela formação de microescleródios.

Manejo da doença

A principal medida para o manejo desta doença é o plantio de cultivares/híbridos resistentes, mas já testados na região. A maioria dos híbridos atualmente plantados apresenta resistência somente à raça 1 e, com o surgimento da raça 2, cuidados adicionais devem ser tomados para evitar a sua introdução em novas áreas da propriedade, notadamente via implementos agrícolas contaminados.

Outras medidas importantes:

• Plantio de mudas sadias e certificadas;

• Efetuar com antecedência a análise do solo, visando corrigir o pH do solo para valores que desfavoreçam a ocorrência da doença em alta intensidade;

• Uso de compostos orgânicos no plantio e adubação equilibrada (atentar para os nutrientes cálcio e magnésio) e evitar excesso de adubação nitrogenada;

• Evitar o plantio de cultivares e/ou híbridos suscetíveis em locais onde a doença já tenha ocorrido;

• Efetuar a rotação de culturas, por vários anos, evitando plantios da família das solanáceas, principalmente, e de morango;

• Evitar ferimentos nas raízes das plantas no momento dos tratos culturais;

• Evitar o uso de implementos agrícolas contaminados no momento da preparação de novas áreas, pois isto esta é uma das causas principais da disseminação do fungo no Estado.

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