Solução para resistência a herbicidas está chegando

Pragas resistentes a herbicidas ameaçam os cultivos e a produtividade em todo mundo. Agora, no entanto, pesquisadores da Universidade de Queensland deram um importante passo para a solução deste problema. A Escola de Química e Ciências Moleculares da universidade australiana fez uma descoberta fundamental sobre o mecanismo de funcionamento do penoxsulam (ingrediente ativo do herbicida mais vendido para arroz e trigo).

Publicado em 9 de maio de 2019 às 14h09

Última atualização em 9 de maio de 2019 às 14h09

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Pragas resistentes a herbicidas ameaçam os cultivos e a produtividade em todo mundo. Agora, no entanto, pesquisadores da Universidade de Queensland deram um importante passo para a solução deste problema. A Escola de Química e Ciências Moleculares da universidade australiana fez uma descoberta fundamental sobre o mecanismo de funcionamento do penoxsulam (ingrediente ativo do herbicida mais vendido para arroz e trigo).

“O penoxsulam controla daninhas como capim, invasoras de folhas largas ou junco, que se tornaram o maior foco de pesquisa devido ao número de espécies que desenvolveram resistência aos herbicidas”, afirmou o líder do grupo de pesquisas, professor associado Luke Guddat.

“Entender como funciona deve ajudar no manejo de resistência ao herbicida não somente para produtores de arroz, mas também para outras culturas em todo o mundo. Esses componentes têm mostrado ter níveis extremamente baixos de toxicidade ao meio ambiente”, acrescentou o pesquisador.

Os pesquisadores esperam que essa descoberta contribua para a próxima geração de herbicidas comercialmente seguros e efetivos para enfrentar o grande número de ervas daninhas que se tornaram resistentes. A resistência aos herbicidas causa redução da renda de produtores, apesar dos gastos globais de US$ 30 bilhões anualmente com esses produtos.

Combinação

A pesquisa conduzida pelo Dr. Thieery Lonhienne e o Dr. Mario Garcia usaram estudos cristalográficos para capturar os mecanismos dos herbicidas em ação. “Nós descobrimos que o penoxsulam se combina com uma enzima na erva daninha e previne que a invasora se desenvolva naturalmente, produzindo aminoácidos – os blocos fundamentais de proteínas”, afirmou Guddat. “Felizmente, os humanos e outros animais não possuem essa enzima e então os compostos de penoxsulam são relativamente seguros nas concentrações usadas nas aplicações de campo”, finaliza.

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