Pesquisa utiliza irrigação com água salina para produção de minimelancias

A produção de minimelancias atende um nicho de mercado de consumidor exigente - Crédito Shutterstock

Publicado em 17 de junho de 2015 às 17h00

Última atualização em 17 de junho de 2015 às 17h00

Acompanhe tudo sobre Água, Fertirrigação, Hortifrúti, Irrigação, Melancia, Oliveira, Traça e muito mais!
A produção de minimelancias atende um nicho de mercado de consumidor exigente - Crédito Shutterstock
A produção de minimelancias atende um nicho de mercado de consumidor exigente – Crédito Shutterstock

É muito comum encontrar, nas regiões semiáridas, problemas relacionados à salinização de água e do solo. Com o objetivo de avaliar os efeitos da salinização e do incremento de CO2 atmosférico, especificamente na cultura de minimelancia, o engenheiro agrônomo e mestre em Engenharia Agrícola, Alan Bernard Oliveira de Sousa, iniciou estudo sobre as respostas da cultura ao estresse salino e ao incremento do gás.

A pesquisa foi desenvolvida no doutorado do Programa de Pós-graduação (PPG) de Engenharia de Sistemas Agrícolas e orientada pelo professor Sérgio Nascimento Duarte, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz“ (USP/ESALQ).

O estudo observou-se a resposta da cultura ao estresse ocasionado pela salinidade. “Foi avaliado o desenvolvimento da minimelancia até a obtenção do fruto, verificando se houve algum efeito na sua qualidade“, conta Sousa.

Neste experimento, foi possível verificar que a cultura possui tolerância moderada à salinidade. “Isso quer dizer que podemos utilizar água salina para sua produção, contanto que a concentração não passe 2,5 de dS/m (deciSiemens por metro)“.

 Já a segunda etapa avaliou o desenvolvimento da minimelancia em um ambiente com o dobro da concentração atual de CO2. Pôde-se observar que o incremento do gás na atmosfera favoreceu o aumento do tamanho do fruto, tanto irrigado com água salina quanto com água de boa qualidade.

Segundo o pesquisador, o estudo mostra que a cultura de minimelancia não é tão sensível à salinidade e que o modelo de cultivo vertical, bem como a utilização de água de baixa qualidade, podem ser utilizados em ambiente protegido sob fertirrigação.

 

Essa matéria você encontra na revista Campo & Negócios Hortifrúti, edição de junho. Adquira a sua.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Resíduos agrícolas podem se transformar em biochar e baixar custo das lavouras

2

Aplicativo para piscicultura será apresentado em evento on-line da Embrapa

3

Pesquisa da UFSCar recupera compostos de alto valor em resíduos da laranja

4

Safra de grãos 2025-26: Recorde histórico, mas expõe os limites da estratégia nacional

5

Arroz ganha novo olhar com publicação que destaca o protagonismo do cereal no campo e na alimentação

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

residuos-laranja-ufscar-compostos-bioativos

Pesquisa da UFSCar recupera compostos de alto valor em resíduos da laranja

imagem_2026-07-24_132729555

Produção de morangos em ambiente protegido avança com substratos de coco

imagem_2026-07-24_132058818

Agrovivaz destaca vantagens das mudas frescas de morango

Divulgação / Arquivo

A Enza Zaden investe na IUNU para fortalecer a conexão entre genética e desempenho de cultivo