Fosfito previne fungos de solo na cebola

Publicado em 18 de abril de 2015 às 07h00

Última atualização em 18 de abril de 2015 às 07h00

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Wesley Devair Bittencourt Machini

Engenheiro agrônomo – AgroBR Consultoria Agrícola ” DF

wdevair@hotmail.com

Lavoura de cebola - Crédito Carlos Inácio Garcia
Lavoura de cebola – Crédito Carlos Inácio Garcia

Os fosfitos foram introduzidos no mercado de fertilizantes na década de 70. E vieram ganhando cada vez mais espaço nestes últimos anos porque algumas características foram observadas nestes produtos, dentre elas a capacidade de fornecer rapidamente nutrientes às plantas.

Os fosfitos têm se mostrado eficientes no controle de várias doenças, como míldio e outras, causadas por patógenos. Acredita-se que, devido a sua alta concentração de potássio, adubações via foliar ricas neste nutriente conseguem reduzir a severidade de muitas doenças.

Ação

Os fosfitos são rapidamente absorvidos pelo sistema radicular e pelas folhas da cebola, apresentam ação sistêmica e podem atuar fortemente reduzindo o crescimento micelial, a formação de esporângios e a diminuiçãoda liberação de zoósporos.

Uma das possíveis explicações é que o fosfito consegue atuar diretamente sobre os fungos pelo bloqueio de síntese de ATP, como indiretamente, pela indução de resistência à planta, uma vez que uma planta bem nutrida é mais forte no campo e possui uma capacidade de regeneração muito ampla quando comparada a outra que apresenta deficiências nutricionais.

Estudos mostram que ao nutrir a planta é possível reduzir o desenvolvimento do patógeno, obtendo-se resultados significativos, uma vez que a utilização de fosfito de potássio (00-30-20) aplicado semanalmente na dose de 1,4 L/ha foi eficiente no controle de míldio causado por Peronosporadestructor, com nível de controle semelhante ao alcançado por pulverizações com fungicidas mancozeb (2,0 kg de p.c./ha) e metalaxyl-M + mancozeb (2,0 kg de p.c./ha).

Ao proporcionar uma grande qualidade nutricional à lavoura, esta expressa como resultado o aumento da qualidade dos bulbos, o peso da matéria seca e garante maior resistência da cebola.

Cuidados

A escolha de um fosfito de qualidade deve ser realizada da mesma maneira que para os demais insumos. Adquirir de empresa que seja conhecida, que possua alguma sede ou representação no País, que seja um produto comprado de forma legal perante as leis nacionais, pois eles passam por testes que garantem sua eficiência.

Manejo

O fosfito deve ser aplicado quando a planta apresentar sintomas visuais de carências nutricionais e deverá ser utilizado como uma fonte de nutrição para a planta, pois é um fertilizante foliar e não fungicida, mesmo que estudos comprovem que seu resultado é bastante eficaz.

A sua atuação e interação na planta pode acontecer de diferentes formas, de acordo com vários aspectos. Devido aos fatores externos (clima, solo, relevo, entre outros) e/ou internos (genética) da planta, a aplicação de um fosfito pode atuar como uma fonte de nutrição apenas, ou pode mostrar resultados antifúngicos.

Os fosfitos têm se mostrado eficientes no controle de várias doenças - Crédito Luize Hess
Os fosfitos têm se mostrado eficientes no controle de várias doenças – Crédito Luize Hess

Dosagem

A dosagem varia de acordo com o tipo de produto, forma e concentração utilizada pelo fabricante. A dose ideal sempre será indicada pelo fabricante e/ou responsável pelo produto, podendo variar de 1,0 a 2,0 L/ha.

Custo

O frasco de 1,0 L de produto pode chegar a custar em torno R$30,00 a R$60,00. Existem embalagens maiores que podem reduzir o custo inicial do produto. É um investimento baixo e de grande eficiência, pois ao nutrir a lavoura o produtor estará realizando um controle preventivo contra diversos patógenos.

O custo-benefício dos fosfitos é bastante positivo, pois, além de serem uma fonte nutricional bastante concentrada, ajudam na fisiologia da planta, uma vez que o fósforo presente atua na formação de compostos de suma importância para a vida vegetal, como o ácidos nucleicos (DNA e RNA), polímeros de nucleotídeos, ésteres e também o fósforo inorgânico.

O custo-benefício desta prática é bastante viável, pois o que o produtor aplicar a sua lavoura irá colher no futuro, obtendo frutos mais vistosos, com maior massa de matéria seca, melhorando a qualidade dos bulbos.

Essa matéria completa você encontra na edição de abril da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira a sua para leitura completa. 

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