Preços elevados incentivam cultivo de milho safrinha

Apesar de o plantio da segunda safra brasileira de milho acontecer somente no começo do próximo ano, em contexto de preocupação com atrasos causados pela soja, os preços elevados do milho alimentam as perspectivas de um grande crescimento da área plantada, de 1,13 milhão de hectares, com a área nacional estimada pela StoneX em 14,6 milhões de hectares.
Soja - Créditos: shurtterstock

Publicado em 21 de dezembro de 2020 às 09h00

Última atualização em 21 de dezembro de 2020 às 09h00

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Soja – Créditos: shurtterstock

Apesar de o plantio da segunda safra brasileira de milho acontecer somente no começo do próximo ano, em contexto de preocupação com atrasos causados pela soja, os preços elevados do milho alimentam as perspectivas de um grande crescimento da área plantada, de 1,13 milhão de hectares, com a área nacional estimada pela StoneX em 14,6 milhões de hectares.

Segundo avaliação do grupo em sua primeira estimativa para o ciclo 2020/21 de inverno do cereal, a produção deve alcançar 82,34 milhões de toneladas, aumento de 10,75% frente ao registado na safra 2019/20.

Para a primeira safra de milho 2020/21, a StoneX trouxe um corte no número de produção, de 27,9 para 27,1 milhões de toneladas, mesmo com um aumento de 50 mil hectares na estimativa para a área plantada. “Esse recuo foi resultado da diminuição do potencial produtivo no estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que têm enfrentado condições mais secas durante do desenvolvimento do cereal”, explica a analista de inteligência de mercado do grupo, Ana Luiza.

A StoneX estima um aumento importante da produção total na safra 2020/21, para 111,1 milhões de toneladas, considerando o crescimento esperado na safrinha, além do número da Conab para a produção da terceira safra, em 1,64 milhão de toneladas.

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“A safra de milho 2020/21 tem potencial de registrar crescimento considerável, alcançando mais um recorde, desde que a safrinha não registre maiores problemas”, avalia Ana Luiza. Caso a produção projetada se confirme, o balanço de oferta e demanda teria espaço para ficar mais confortável, com estoques finais na casa de 15 milhões de toneladas.

“Ainda é cedo para afirmar, mas é fato que o Brasil tem se consolidado como um grande exportador de milho e pode passar a embarcar volumes expressivos para a China (após uma possível atualização do protocolo de exportação do cereal brasileiro), nesse momento em que o país asiático está incrementando suas importações”, resume.

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