Locação de máquinas pode gerar economia de até 15%

A locação de máquinas para atuação no segmento florestal pode ser uma opção mais econômica, se comparada aos custos de aquisição e manutenção de um equipamento desse tipo.
Divulgação Komatsu

Publicado em 23 de novembro de 2020 às 16h15

Última atualização em 23 de novembro de 2020 às 16h15

Acompanhe tudo sobre Colheita, Floresta, Manejo, Maquinário, Máquinas, Silvicultura e muito mais!
Divulgação Komatsu

A locação de máquinas para atuação no segmento florestal pode ser uma opção mais econômica, se comparada aos custos de aquisição e manutenção de um equipamento desse tipo. De acordo com análise realizada pela Ouro Verde, especialista em gestão e terceirização de frotas de veículos, a economia de recursos pode chegar a 15% em alguns casos. Tudo depende do tipo de maquinário, quantidade de veículos locados e também do modo de operação.

No geral, entre as vantagens da alternativa para a empresa que opta pela locação estão o menor índice de endividamento e redução da descapitalização, já que não é necessário dispor de grandes investimentos para a compra de ativos.

Além disso, a modalidade de locação proporciona aumento da produção média e da produtividade do maquinário, devido ao potencial para redução do número de equipamentos utilizados. Com isso, de acordo com o Head comercial de locação de Pesados da Ouro Verde, Marluz Renato Cariani, conquista-se aumento da receita média e maior foco no negócio para a empresa contratante.

Outra grande vantagem da locação está relacionada com a desmobilização do equipamento, que é facilitada pela empresa terceirizadora.

Para o setor florestal, podem ser locadas máquinas destinadas ao transporte, colheita, silvicultura e manutenção de estradas. De acordo com Cariani, a maioria das empresas ainda opta pela compra de maquinário, no entanto, tem aumentado o número de adeptos à locação de máquinas no setor florestal. “Antes não havia opção assertiva que representasse vantagem financeira na terceirização. Atualmente, já é uma alternativa viável e que representa maior produtividade dos equipamentos e economia de recursos”, explicou.

Comparativo

Ainda segundo o gestor, além de comparar o valor de compra e os custos envolvidos na locação, a análise leva em consideração as despesas mensais com manutenção. De acordo com o especialista, em um caso hipotético de uma colheitadeira destinada a operações de corte, a economia seria de quase 10% por equipamento. “É importante lembrar que a opção pela locação permite recuperação de crédito proveniente de recolhimento dos impostos PIS e Cofins, que tem alíquota de 9,25%”, destaca.

O gerente explica, ainda, que veículos desse tipo costumam ficar imobilizados por 72 meses, no caso de compra, sendo que, após os primeiros 36 meses de uso, ele deixa de ter boa disponibilidade mecânica, o que acarreta em maiores custos de manutenção e, consequentemente, menor produtividade.

Por outro lado, no caso da locação, o tempo de contrato costuma ser de 36 meses, garantindo que a utilização da mesma seja mais produtiva. Percentualmente, de acordo com o engenheiro, um equipamento utilizado por apenas 36 meses tem produtividade média de 87%, enquanto um utilizado pelo dobro do tempo tem produtividade média de 75%. “Dependendo do número de máquinas e tipo de equipamento locado, isso pode representar ganho de produtividade de aproximadamente 1,5 mês por ano”, ressaltou.


Sobre a Ouro Verde

Com mais de 45 anos, a Ouro Verde é especialista em gestão e locação de frotas de veículos, máquinas e equipamentos pesados para clientes corporativos. A companhia, recentemente adquirida pela canadense Brookfield, oferece o serviço de gestão de frota de forma integrada, contando com uma plataforma completa de serviços agregados que incluem soluções tecnológicas, manutenção e operações de ativos.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Agritech desafia retração e prevê alta de 10% nas vendas em 2026

2

Oferta de algodão do Brasil sobe para 3,74 milhões de toneladas e sustenta projeção de exportações em 2026

3

Cafés Doce Cerrado chegam ao mercado e levam inovação da cafeicultura brasileira ao consumidor

4

Citricultura brasileira vive ciclo de estratégias com a retomada da produção e o domínio do mercado global

5

Estresse climático e desequilíbrios nutricionais desafiam potencial do milho segunda safra 

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

A rica biodiversidade da Amazônia é fonte de recursos estratégicos para novos insumos agrícolas e farmacêuticos, e produtos biotecnológicos de última geração. Foto: Felipe Rosa

Fungo amazônico pode controlar doenças agrícolas e gerar novos antibióticos

Após o término da reunião de colegiado que reúne 19 ministérios, a ministra Marina Silva e integrantes do Governo do Brasil concederam entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto. Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Amazônia tem queda de 35% nas áreas sob alerta de desmatamento entre agosto de 2025 e janeiro de 2026

Fotos: Alexandre Amaral/Emater-MG

Silvicultura impulsiona produção na agroindústria e no campo

floresta-ibf-Telefone

Goiás anuncia plano para ampliar setor florestal e atrair novas indústrias