Algodão baiano avança no cumprimento dos critérios de sustentabilidade

Algodão baiano avança no cumprimento dos critérios de sustentabilidade
Algodão baiano avança no cumprimento dos critérios de sustentabilidade

Publicado em 23 de janeiro de 2020 às 14h52

Última atualização em 23 de janeiro de 2020 às 14h52

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Além de atingir a sua segunda maior safra da história, o algodão produzido na Bahia também avançou no cumprimento dos rígidos critérios de sustentabilidade mundiais. Foram certificadas como sustentável 77,7% da área plantada da fibra na Bahia pela entidade suíça Better Cotton Iniciative (BCI) que atua em conjunto com o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), desenvolvido localmente pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). O programa certificou ao longo da safra 2018/2019 uma área total de 247.840 mil hectares, garantindo um crescimento de 29,4% da área de algodão que vem cumprindo à risca a legislação ambiental e adotando critérios de sustentabilidade dentro e fora das propriedades. Desde quando foi iniciado o programa, em 2011, a área classificada como sustentável saiu de 21,1% para os atuais 77,7% no Oeste da Bahia.

Segundo o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, estes resultados demonstram o quanto os cotonicultores baianos estão no mesmo patamar de excelência de outros grandes produtores como Austrália e Estados Unidos. “Além de investir tecnicamente nas melhores soluções de plantio, colheita, monitoramento de pragas e beneficiamento da fibra, os produtores baianos também investem em boas práticas sociais e ambientais e vem sendo reconhecidos internacionalmente pelo mercado com a chancela desta certificação”, afirma. Durante o trabalho de auditoria externa, são checados um total de 225 itens com parâmetros de sustentabilidade internacionais, ligado ao respeito dos trabalhadores no campo, a exemplo do cumprimento de normas de saúde e segurança; e da legislação trabalhista e de preservação de meio ambiente

O programa ABR tem como alicerce o incremento progressivo das boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas unidades produtivas de algodão na Bahia e em todo o Brasil, por meio das entidades ligadas à Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Segundo maior produtor de algodão do Brasil, na safra 2018/2019, foram colhidos 1,5 milhão de toneladas (caroço e pluma). Os agricultores iniciaram em dezembro o plantio da nova safra 2019/2020 que deverá se manter no mesmo patamar da última safra, com a uma área total prevista de 301.070 hectares. Cerca de 40% do algodão baiano é exportado para países asiáticos, como Indonésia, Bangladesh e Vietnã, e 60% é comercializado para as indústrias têxtis no Brasil. A Bahia contribui com a participação de 25% da safra nacional, sendo considerada a área agrícola com a maior produtividade de algodão não irrigado do mundo.

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