Nematoide – Uma das mais temidas pragas agrícolas

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Publicado em 21 de dezembro de 2018 às 15h00

Última atualização em 21 de dezembro de 2018 às 15h00

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José Otavio Menten

Presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Agronomia, pós-doutorado em Manejo de Pragas e Biotecnologia e professor associado da ESALQ/USP

Ticyana Banzato

Engenheira agrônoma e doutoranda na ESALQ/USP

Claudio Marcelo G. Oliveira

Pesquisador científico e nematologista do Instituto Biológico de Campinas/SP

Crédito Shutterstock

Uma importante restrição à produção agrícola sustentável é o impacto de pragas e doenças de solo. Nematoides estão entre as principais pragas agrícolas da atualidade.

Estima-se que os nematoides parasitas de plantas consumam aproximadamente 10% da produção agrícola global, levando a perdas econômicas anuais avaliadas, cautelosamente, em mais de U$ 125 bilhões. No Brasil, as nematoses estão entre as fitossanidades mais importantes nos cultivos a campo ou em sistema protegido.

Os gêneros que ocorrem com mais frequência são Meloidogyne (nematoides das galhas), Pratylenchus (nematoide das lesões), Heterodera (nematoides de cistos), Rotylenchulus (nematoides reniformes) e Radopholus (nematoide cavernícola).

No entanto, dentre todos os nematoides parasitas de plantas, é consenso entre os fitossanitaristas que o de galhas é o mais importante. Esse patógeno está disperso em vários ambientes em todo o mundo, causando perdas às principais culturas agrícolas.

No Brasil, várias espécies têm sido relatadas em associação às principais plantas cultivadas, mas Meloidogyne incognita, M. javanica e M. enterolobii são, reconhecidamente, as espécies mais importantes em função dos prejuízos causados e ampla distribuição geográfica.

 

Danos

Nematoide do cisto na soja – Crédito Rosângela Silva

Independente do gênero e do sintoma, o desenvolvimento do nematoide na planta afeta o funcionamento das raízes, prejudicando a absorção de água e nutrientes e resultando em redução no desenvolvimento da planta, murcha, clorose e menor produção.

Além disso, podem ser os causadores de outras doenças radiculares, pois os ferimentos promovidos nas raízes facilitam a infecção por fungos e bactérias presentes no solo. Um exemplo disso é a bananeira, sendo comum a associação da presença do nematoide cavernícola e o mal-do-panamá, causado pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense.

A dispersão de nematoides nas áreas de cultivo é principalmente por meio de material propagativo, tráfego de implementos agrícolas, animais e seres humanos, além do escoamento de água de chuva ou irrigação. Desta forma, o uso de mudas certificadas é crucial para evitar a introdução e disseminação, conforme destacado no manuscrito publicado pelo professor Dr. Ailton R. Monteiro (ESALQ-USP), em 1981: “Não se deve plantar nematoides“.

Aliás, pela clareza de tal publicação e pelos ensinamentos nela contidos, deveria constituir leitura obrigatória a todos os fitossanitaristas, encontrando-se disponível em: http://docentes.esalq.usp.br/sbn/nbonline/ol%2005u/13-20%20pb.pdf.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de dezembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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