Matéria orgânica dos ácidos húmicos beneficia o solo

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Publicado em 30 de novembro de 2018 às 07h36

Última atualização em 30 de novembro de 2018 às 07h36

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Nilva Terezinha Teixeira

Engenheira agrônoma, doutora em Solos e Nutrição de Plantas e professora de Nutrição de Plantas, Bioquímica e Produção Orgânica do Centro Universitário do Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal)

nilvatteixeira@yahoo.com.br

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As substâncias húmicas, ou seja, huminas, ácidos húmicos e fúlvicos, são componentes da matéria orgânica dos solos, das águas e dos sedimentos. Além de influenciarem as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, exercem efeito direto sobre o crescimento e metabolismo das plantas, especialmente sobre o desenvolvimento radicular.

Tradicionalmente, as substâncias húmicas têm sido definidas como de coloração escura, compostas de macromoléculas de massa molecular relativamente elevada formada por meio de reações de síntese secundária a partir de resíduos orgânicos de plantas, animais e microrganismos. São substâncias que beneficiam a qualidade dos solos e diretamente a vida das plantas.

Os ácidos húmicos interferem diretamente na qualidade física do solo, por promoverem uma aproximação das partículas e, consequentemente, sua união, gerando, dessa forma, uma maior agregação dos solos.

 

No solo

 

O processo de agregação dos solos influi diretamente sobre outras características como, por exemplo, a densidade, porosidade, aeração, capacidade de retenção e infiltração de água no perfil.

Por possuírem cadeias muito grandes, as substâncias húmicas têm alta capacidade de retenção de água, o que colabora para a manutenção de agregados estabilizados nos solos. Sua capacidade de reter água é 20 vezes maior que a dos solos sem matéria orgânica, o que justifica a maior capacidade de plantas sobreviverem melhor em solos com grande quantidade de substâncias húmicas durante o período de déficit hídrico.

A capacidade de retenção de água dos ácidos orgânicos auxilia, ainda, na proteção dos solos contra a erosão.

 

Mais que vantagens

 

Os benefícios químicos advindos das substâncias húmicas no solo estão relacionados com o aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas, o que se concretiza devido às características coloidais, podendo, então, interferir diretamente no pH, efeito tampão, Capacidade de Troca Catiônica (CTC) e dessalinização dos solos.

Ainda, as substâncias húmicas apresentam efeito complexante de metais, o que ocorre devido à habilidade das mesmas de formar complexos estáveis com materiais metálicos como o ferro, cobre, zinco, manganês, alumínio e outros.

Outra característica inerente às substâncias húmicas no solo é a sua capacidade de se ligar a moléculas orgânicas, como as de pesticidas, herbicidas e fungicidas. Essas ligações ocorrem de maneira eletrostática, como se estabelecem com os cátions, ou mesmo formando pontes de H ou forças de van der Walls, variando de acordo com as características da molécula presente no solo.

Os ácidos húmicos e fúlvicos também favorecem a vida microbiológica do solo, por meio do fornecimento de fonte de energia (pelos carbonos presentes em sua composição) e da melhoria que causam às propriedades físicas e químicas do perfil.

 

De forma direta

Os benefícios das substâncias húmicas estão relacionados com o aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas

Os efeitos diretos dos ácidos húmicos sobre as plantas são justificados por influência positiva no transporte de íons, favorecendo, também, a absorção (pois tais compostos proporcionam aumento da permeabilidade da membrana celular), pelo aumento da taxa respiratória e das reações enzimáticas do ciclo de Krebs, o que resulta em maior produção de ATP.

Consideram-se, ainda, que tais substâncias promovem incremento no conteúdo de clorofila, de ácidos nucleicos e de proteínas. Acredita-se que os ácidos húmicos absorvidos pela planta, em estágios avançados de seu desenvolvimento, são uma fonte de polifenóis que funciona como catalizador da respiração.

O resultado é o aumento da atividade metabólica do vegetal; aceleração dos processos enzimáticos e da divisão celular, crescimento mais rápido das raízes e aumento de matéria seca.

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro/dezembro  de 2018 da Revista Campo & Negócios Floresta. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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