Como combater o estresse térmico na cultura da banana?

Crédito Shutterstock

Publicado em 30 de outubro de 2018 às 07h29

Última atualização em 30 de outubro de 2018 às 07h29

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Flávio Irokawa

Gerente de Desenvolvimento de Mercado da FMC

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O estresse térmico ocorre em temperaturas abaixo de 18°C, causando distúrbios fisiológicos na bananeira que levam ao embuchamento dos cachos, o que acarreta em aumento de cachos deformados com menor produtividade. Da mesma maneira, a baixa temperatura faz com que o metabolismo da planta tenha menor emissão de cachos durante o período, o que gera menor produtividade em até cinco meses depois do período do estresse térmico.

Pensando em ajudar o produtor, o departamento técnico da FMC tem realizado pesquisas técnicas para estudar a relação entre o estresse térmico e a produtividade na cultura da banana, visando buscar soluções para minimizar este impacto.

Os últimos testes foram realizados nas regiões em Itajaí (SC) e no Vale do Ribeira. No município catarinense, o intuito foi verificar o desenvolvimento de mudas micropropagadas de bananeira ao estresse promovido pelas condições do inverno, após aplicação do potencializador de cultura Crop+.

Utilizamos a cultivar Grande Naine, aclimatizada em telado protegido por 60 dias. Depois desse período, foi exposto a céu aberto, com temperaturas variando de 4º a 25ºC. Realizamos três aplicações no intervalo de 21 dias cada, com nove repetições. Como conclusão, observamos a diferença significativa para o diâmetro de rizomas que utilizaram a solução em comparação com os demais tratamentos. Dessa forma, consideramos atingidas as expectativas.

Já no Vale do Ribeira, os dados foram coletados pela estação climática da UNESP ” campus Registro, e as informações sobre a temperatura média mensal foram analisadas levando em consideração o histórico de produção da fazenda e da região.

Determinamos que por volta dos quatro meses depois do período de baixa temperatura, verificou-se o reflexo negativo nas produtividades do bananal. Essa situação predispõe a utilização de Crop+ nos meses de estresses severos, em doses manipuladas de acordo com a intensidade do estresse, com o intuito de atenuar os efeitos climáticos negativos.

O potencializador de cultura Crop+, quando utilizado no momento correto, atua como um ativador metabólico que consegue preservar o teto produtivo durante esses períodos de baixa temperatura. A solução mantém o metabolismo da planta mais ativo sobre condições de aclimatação, suprimindo estresses por baixas temperaturas e permitindo que a planta se desenvolva mais rápido e emita mais folhas. Isso resulta em tempo menor até a colheita, maximizando o potencial produtivo dos bananais.

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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