Medidas de controle do percevejo da goiabeira

Crédito Erli Röpke

Publicado em 13 de dezembro de 2017 às 19h12

Última atualização em 13 de dezembro de 2017 às 19h12

Acompanhe tudo sobre Cerrado, Colheita, Manejo Integrado, MIP, Percevejo, Poda, Rentabilidade, Verrugose e muito mais!

Givago Coutinho

Doutor em Fruticultura e professor efetivo do Centro Universitário de Goiatuba (UniCerrado)

givago_agro@hotmail.com

Herick Fernando de Jesus Silva

Engenheiro Agrônomo e doutorando em Fitotecnia ” Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

herickfernando@gmail.com

 

Crédito Erli Röpke
Crédito Erli Röpke

A goiabeira (Psidiumguajava L.) é nativa da América do Sul e pertence à família Myrtaceae, de grande expressão na fruticultura brasileira, englobando, além da goiabeira, fruteiras importantes como a pitangueira (Eugenia uniflora L.), a jabuticabeira (Myrciaria spp.), a uvaia (Eugenia pyriformisCambess.) e importantes espécies do cerrado brasileiro, como a gabirobeira [Campomanesiaadamantium (Cambessédes) O.Berg].

Constitui uma espécie amplamente cultivada no País devido a sua elevada capacidade de adaptação ao clima e seu agradável aroma e sabor peculiar. Também é atrativa pelo seu elevado valor nutricional, sendo consumida na forma in natura ou utilizada em uma ampla gama de produtos, como sorvetes, sucos, licores e na forma de molho agridoce (guatchup).

Apesar de sua extensa adaptabilidade ao clima brasileiro, alguns fatores podem interferir de maneira significativa na produção da goiabeira, reduzindo a produtividade e diminuindo a rentabilidade do cultivo. Dentre estes fatores estão os danos ocasionados por pragas e doenças.

Pragas importantes

Dentre as pragas que atacam a cultura da goiabeira, uma se destaca como ameaça potencial à produção de frutos de qualidade: o percevejo-da-verrugose[Monaloniumannulipes (Sign, 1858), (Hemiptera: Miridae)]. Esta praga, quando não controlada, pode causar diversos danos à produção e, consequentemente, vários prejuízos a goiabicultura nacional.

Diferentes técnicas têm sido adotadas em seu manejo, mas para o controle eficiente é necessário estudar e conhecer as principais características relativas ao desenvolvimento e ataque deste inseto à cultura. Eles atacam os ponteiros, os botões florais e os frutos em todos os seus estádios de desenvolvimento.

O percevejo-da-verrugose pode atacar desde botões florais até frutos desenvolvidos - Crédito Marcelo Rosa
O percevejo-da-verrugose pode atacar desde botões florais até frutos desenvolvidos – Crédito Marcelo Rosa

Prejuízos

O percevejo-da-verrugose pode provocar danos significativos, uma vez que pode atacar desde botões florais até frutos desenvolvidos, porém, antes do início da maturação.

A principal espécie de percevejo que ataca a cultura da goiabeira é o percevejo-da-verrugose [Monaloniumannulipes (Signoret, 1858) (Hemiptera: Miridae)], porém, ocorrem outras espécies que são consideradas secundárias na cultura, formando um complexo de percevejos.

Pelo menos quatro espécies de percevejos foram constatadas podendo causar danos e prejuízos – Leptoglossusgonagra (Fabricius, 1775), Leptoglossusstigma (Herbert, 1784), Leptoglossusfasciatus (Westwood) e Holhymeniaclavigera (Herbst., 1784) (Hemiptera: Coreidae).

Essas pragas podem ocorrer nas principais regiões produtoras, desde que encontrem condições favoráveis ao seu desenvolvimento.O percevejo-da-verrugose surge no pomar na fase de formação do botão floral (entre os estádios 2 e 3) até a colheita (estádio 7), sendo este o período crítico.

Nova Imagem

Figura 1.  Fenologia da goiabeira conduzida pelo sistema de poda total e os períodos críticos de cada praga

Fonte: Souza Filho e Costa

Os estádios são contabilizados a partir da poda total, um tipo de operação que pode ser realizada na área toda ou por talhão. Consiste em efetuar a poda em toda a planta, uniformizando-a fenologicamente. Este tipo de poda atende aos padrões do manejo integrado de pragas, segundo Souza Filho e Costa.

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Sintomas

Inicialmente, observam-se manchas aquosas, irregulares, com cerca de 1,0 mm de diâmetro e de coloração verde-escura, na superfície do fruto. Posteriormente, há uma reação do próprio fruto, ocorrendo a cicatrização dessas lesões.

Os tecidos da porção central da lesão tornam-se necrosados e permanecem na superfície do fruto como um ponto duro, que atinge de 02 a 05 mm de diâmetro, podendo ser destacado manual ou naturalmente, permanecendo, porém, uma irregularidade na superfície do fruto afetado.

Essas lesões, dependendo da intensidade e da época de seu surgimento, podem se desprender do fruto ou permanecer, depreciando-o.Caso coalesçam, podem acarretar grandes deformações e até a queda do fruto.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de dezembro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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