Poda de cafeeiros em sistema safra zero é a salvação da cafeicultura de montanha

Crédito Luize Hess

Publicado em 13 de novembro de 2017 às 19h39

Última atualização em 13 de novembro de 2017 às 19h39

Acompanhe tudo sobre Adubação, Café, Colheita, Maquinário, Mecanização, Poda e muito mais!

José Braz Matiello

Engenheiro agrônomo da Fundação Procafé

 

Crédito Luize Hess
Crédito Luize Hess

A poda de esqueletamento em cafeeiros, que leva a zerar a safra baixa, permitindo ter uma safra alta e mais econômica a cada dois anos, com certeza é a forma mais racional para alcançar maior competitividade e mesmo a própria sobrevivência da cafeicultura de montanha.

Importância

A cafeicultura de montanha no Brasil é composta por cerca de 700 mil ha de cafezais, cultivados em áreas de topografia acidentada, onde a mecanização normal é impraticável. Com isso, os tratos realizados, em sua maior parte, de forma manual, vêm exigindo o uso de mão deobra em grande quantidade, onerando os custos de produção.

Várias práticas alternativas têm procurado facilitar os tratos culturais e a colheita nas lavouras de café de montanha. A abertura de microterraços nas ruas do cafezal e o emprego de derriçadoras motorizadas, de operação manual, são exemplos de evoluções importantes na adaptação do terreno e no maquinário.

A adaptação na lavoura, entretanto, é a prática que consideramos essencial para dar base a toda economia na lavoura.

Como reduzir custos

Como o principal fator de uso de mão de obra e, consequentemente, na elevação dos custos, é o trabalho com a colheita e conhecendo que essa operação é mais cara em cafeeiros, a maneira de reduzir custos, como temos visto, nas pesquisas e na prática dos cafeicultores, é concentrar a safra a cada dois anos.

A poda de esqueletamento, ao cortar os ramos laterais, produtivos, evita ou zera a safra baixa e possibilita uma colheita alta, mais barata, a cada dois anos, de quase a mesma quantidade de café que seria colhido nas duas safras. Ao mesmo tempo, permite economias paralelas aos trabalhos de colheita.

Pode-se economizar, no primeiro ano pós-poda, na adubação. Pode-se fazer uma colheita com maior vigor, podendo até quebrar alguns galhos, pois estes serão cortados na poda em seguida. Pode-se, ainda, aproveitar a própria poda dos ramos para efetuar a colheita dos frutos desses ramos após a poda.

Por isso tudo, os técnicos de assistência técnica e os cafeicultores das montanhas precisam adotar mais o sistema de poda para safra zero, como, aliás, já vem ocorrendo em grande escala nas áreas planas. É muito evidente que este sistema é ainda mais adequado às lavouras onde não se pode mecanizar. Ali, a poda de esqueletamento é, sem dúvida, a “salvação da lavoura“.

Essa matéria você encontra na edição de novembro 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Operação do MAPA apreende mais de 17 toneladas de insumos agrícolas ilegais em MG

2

Última semana para se inscrever no Dia de Campo da Embrapa Uva e Vinho

3

Calor, chuvas intensas e perda de padrão desafiam o cultivo de alface ao longo do ano

4

O sentido ampliado do sistema plantio direto

5

Leite, café, trigo e oleaginosas perdem parte dos benefícios fiscais e preço ao consumidor pode aumentar

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Imagem de Divulgação - Kicaldo

Dia do Feijão celebra tradição e importância nutricional do alimento

Soja-39-Crédito-Shutterstock-12-2017

Como o clima vai afetar a sojicultura brasileira

imagem_2026-02-05_083711935

Café extraordinário: Casal de produtores de Barra do Turvo produz o melhor café de SP

Foto: Carlos Santiago

Roça Sustentável é tema de oficina no Maracanã