Como aumentar a vida útil da goiaba em pós-colheita

Publicado em 13 de março de 2017 às 07h56

Última atualização em 13 de março de 2017 às 07h56

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Marcos José de Oliveira Fonseca

Pesquisador em Fisiologia e Manejo Pós-colheita de Frutas e Hortaliças

 

Créditos Marcos José de Oliveira Fonseca
Créditos Marcos José de Oliveira Fonseca

A Embrapa desenvolveu um revestimento comestível que conserva a qualidade da goiaba, reduzindo as perdas e o descarte nas gôndolas de supermercados. Por meio deste processo é possível a extensão da vida útil, com qualidade, por mais três a cinco dias em relação a frutas não revestidas, considerando-se as condições de manejo e temperatura de exposição das goiabas após a colheita.

Variantes

A vida útil da goiaba pode variar muito em função da temperatura de exposição, da forma em que é manuseada e da variedade. Mas, em geral, pode variar de dois a sete dias em condição ambiente.

A conservação sob refrigeração estende sua vida útil, e o uso de revestimentos pode ajudar na manutenção da qualidade por um período adicional ao reduzir a respiração do produto e o murchamento.

Manejo

O mais trabalhoso é preparar o revestimento, que requer o aquecimento dasolução e a inclusão dos ingredientes na ordem certa. Após o resfriamento da solução, os frutos devem ser imersos nela por um minuto e deixá-los secar ao ambiente. Quando a solução aderir à goiaba (“secar”), a fruta pode ser embalada.

Com a técnica, a vida útil dela pode ser aumentada de três a cinco dias, dependendo da temperatura ambiente.

Custo

O custo do revestimento é relativamente barato. Em uma avaliação simples, o custo com a solução é de R$ 0,75 por quilo de goiaba, mas este valor pode variar em função do preço dos insumos.

Quanto à viabilidade, depende do mercado a ser abastecido e época do ano. Quando a oferta for alta e o preço reduzido, pode não ser compensador. Mas para mercados distantes e em períodos de entressafra, devido ao alto custo da goiaba, o valor a ser agregado pode compensar, pela extensão da vida útil e redução das perdas do que foi produzido e transportado, ou mesmo em razão da pequena oferta.

Versatilidade

O revestimento foi testado em goiaba ‘Pedro Sato’, mas a princípio seu uso pode ser estendido para aplicação em outras variedades. Para outras frutas, sempre se farão necessários estudos adicionais para compatibilização do metabolismo respiratório, composição do filme e características de sua casca.

Essa matéria você encontra na edição de março 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

 

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