Quando os metabólitos começam a ganhar espaço nos lançamentos da indústria de biológicos, a SoluBio celebra uma década de experiência justamente naquilo que está por trás dessa nova fronteira da agricultura: cultivar microrganismos e aproveitar, no campo, toda a riqueza bioquímica produzida por eles.
A palavra “metabólitos” ganhou força recentemente no mercado de biológicos. Fito-hormônios, sideróforos, ácidos orgânicos e moléculas de sinalização começam a aparecer com mais frequência nas estratégias da indústria.
Para muitas empresas, trata-se de uma nova fronteira tecnológica. Para a SoluBio, é também a história de uma tecnologia que a empresa conhece há uma década.

Um passo à frente
Fundada em 2016, a SoluBio apostou em uma ideia ousada para a época: levar para dentro da fazenda não apenas o produto biológico pronto, mas o próprio processo de multiplicação dos microrganismos.
A proposta era transformar a propriedade rural em uma extensão da indústria, instalando biofábricas capazes de multiplicar os microrganismos utilizados no manejo da lavoura.

Para isso, a empresa desenvolveu processos, protocolos e sistemas de controle de qualidade, acompanhando o produtor em cada etapa.
Foi assim que a SoluBio ajudou a transformar a Multiplicação On Farm em uma realidade em escala no agronegócio brasileiro.
Solubio: da multiplicação aos metabólitos
Ao cultivar um microrganismo, o produtor não está apenas aumentando a quantidade de células utilizadas no campo. Durante esse processo, os microrganismos também produzem compostos que podem desempenhar diferentes funções na interação com a planta e o ambiente. É justamente nesse universo que estão os metabólitos.

Pesquisas realizadas pela SoluBio em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Biomassa aprofundaram o conhecimento sobre essas moléculas. Os estudos identificaram metabólitos associados, entre outras funções, à defesa das plantas contra patógenos e à bioestimulação, contribuindo para maior resistência a doenças e tolerância a estresses abióticos.

Durante a multiplicação das cepas de Pseudomonas fluorescens e Priestia aryabhattai comercializadas pela SoluBio, foram anotados mais de 35 metabólitos de interesse, considerando os dois microrganismos.
O resultado amplia a compreensão sobre a multiplicação on farm: não se trata apenas de produzir mais microrganismos, mas de compreender o que acontece durante esse processo e como a atividade biológica gerada pode contribuir para o manejo das culturas.


Uma década transformando ciência em escala
Hoje, são mais de 300 biofábricas em operação no campo, atendendo mais de 2,5 milhões de hectares. O portfólio combina soluções para multiplicação on farm, produtos prontos para uso e tecnologias voltadas à nutrição de plantas.


Para sustentar essa operação, a empresa estruturou a SoluBio Experience, plataforma própria de atendimento e acompanhamento que conecta análises laboratoriais, biofábrica, multiplicação e aplicação. A lógica é simples: tecnologia e serviço caminham juntos.

Dez anos depois, o mercado mudou. A multiplicação on farm passou a fazer parte da realidade de várias propriedades, enquanto os metabólitos começam a ocupar um espaço maior nas discussões sobre o futuro da agricultura biológica. Nesse cenário, a trajetória da SoluBio ganha uma perspectiva especial.
Há dez anos, quando o tema ainda estava longe do atual hype, a empresa já trabalhava para levar ao campo os microrganismos e tudo aquilo que eles são capazes de produzir durante seu desenvolvimento.
A ciência avançou, novas moléculas foram identificadas e novos mecanismos de ação passaram a ser compreendidos. A SoluBio também evoluiu.
Mas a essência permanece a mesma: transformar conhecimento em tecnologia aplicável, levar a biotecnologia para dentro da fazenda e ajudar o agricultor a produzir de forma cada vez mais eficiente e sustentável.
Dez anos depois, aquela aposta deixou de ser uma visão de futuro. Virou escala, experiência e presença no campo.