A competitividade da aquicultura brasileira estará no centro dos debates do IFC Brasil 2026, que será realizado de 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR). O Congresso Internacional de Aquicultura reunirá especialistas, empresas, pesquisadores e representantes do governo para discutir os impactos da nova ordem mundial sobre o setor e os caminhos para ampliar a participação do Brasil no mercado global de pescado.
A melhora do ambiente comercial, o crescimento do consumo interno e o avanço das exportações criam novas oportunidades para a tilapicultura brasileira, mas também aumentam a necessidade de eficiência, redução de custos e investimentos em tecnologia, sanidade e inovação.
IFC Brasil 2026 debate mercado global de pescado
Segundo o professor da FGV e presidente do IFC Brasil 2026, Altemir Gregolin, a exclusão do pescado brasileiro das tarifas mais elevadas e a definição de uma alíquota de 12,5% melhoraram as perspectivas para o setor.
“O cenário ficou mais favorável, com aumento das exportações e do consumo interno. Ao mesmo tempo, a abertura do mercado brasileiro para a tilápia do Vietnã reforça a necessidade de elevar a eficiência, reduzir custos e tornar nossa produção cada vez mais competitiva”, afirma.
O cenário internacional também amplia as possibilidades para o Brasil. As projeções indicam crescimento da demanda mundial por pescado nas próximas décadas, enquanto países do Sudeste Asiático, responsáveis por cerca de 90% da aquicultura mundial, enfrentam limitações ambientais, de áreas para expansão e de disponibilidade de matérias-primas.
Nesse contexto, o Brasil reúne recursos naturais, tecnologia e experiência acumulada no agronegócio que podem favorecer a expansão da aquicultura nacional.
Tilapicultura brasileira precisa ampliar eficiência
Para aproveitar o potencial de crescimento do mercado, o setor precisa enfrentar desafios relacionados ao custo de produção, acesso ao crédito, sanidade e biosseguridade.
De acordo com Gregolin, a intensificação da produção aumenta a necessidade de políticas de sanidade e de medidas para reduzir os riscos relacionados às doenças. O fortalecimento desses fatores será fundamental para que a tilapicultura brasileira consiga avançar em competitividade no mercado nacional e internacional.
A programação do IFC Brasil 2026 foi estruturada justamente para discutir esses desafios e aproximar os diferentes segmentos envolvidos na cadeia produtiva.
Programação do IFC Brasil 2026
A programação começa no dia 2 de setembro, com palestra do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues sobre os impactos da nova ordem mundial para o agronegócio e o pescado brasileiro.
Ainda no primeiro dia, representantes da C.Vale, Bello Alimentos/Mar e Terra, Frescatto e Friocenter discutirão estratégias de mercado. Especialistas da Embrapa, Ministério da Agricultura e Pecuária e ApexBrasil abordarão temas como tarifas, importações, exportações, abertura de novos mercados e os impactos das importações de tilápia do Vietnã.
No segundo dia, os debates serão direcionados para preços, custos e rentabilidade da tilápia, além de inovações nos sistemas produtivos, rações sustentáveis, probióticos e alternativas para aumentar a resistência dos peixes às doenças.
Já no dia 4 de setembro, a programação terá como foco sanidade e biosseguridade, melhoramento genético da tilápia e seguro aquícola.
Congresso reúne debates sobre inovação e produção de pescado
Paralelamente à programação principal, o IFC Brasil 2026 contará com atividades voltadas a diferentes segmentos da cadeia produtiva, incluindo o Workshop Brasil x Paraguai sobre Produção de Tilápia no Reservatório de Itaipu, o Fórum Aqua 4.0, o Simpósio Sul Brasileiro de Bioflocos, o Seminário de Capacitação para Exportação de Peixes de Cultivo e o Workshop das Agroindústrias de Pequeno Porte.
Segundo a CEO do IFC Brasil 2026, Eliana Panty, a programação foi construída a partir dos principais desafios enfrentados atualmente pelo setor.
“Construímos uma programação conectada aos problemas que hoje determinam a rentabilidade e o futuro da aquicultura. O IFC aproxima ciência, setor produtivo e poder público para transformar conhecimento em decisões e estratégias concretas”, afirma.
IFC Brasil 2026 terá participação de empresas e instituições
A 8ª edição do IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil é correalizada pela Fundep, Unioeste, UFPR e Funpar.
O evento conta com patrocínio do Sebrae, BRDE, Itaipu Binacional, Apex Brasil, Ministério da Pesca e Aquicultura e Governo Federal.
Entre as instituições que apoiam o congresso estão a Abipesca, Peixe BR, Unila e Sistema Ocepar.
Mais informações sobre o IFC Brasil 2026 estão disponíveis no site oficial do evento.


