As Indicações Geográficas do agro paulista alcançaram um novo marco em 2026. Com o reconhecimento da Indicação de Procedência (IP) dos cafés produzidos no Circuito das Águas Paulista, o Estado de São Paulo passou a contar com 11 certificações ligadas ao agronegócio, consolidando-se como uma das principais referências nacionais na valorização de produtos de origem.
O avanço reforçou o papel da identificação territorial como ferramenta para agregar valor à produção rural, ampliar a competitividade e destacar características únicas associadas ao território e ao conhecimento dos produtores.

Café do Circuito das Águas fortalece as Indicações Geográficas do agro paulista
A mais recente certificação concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) contemplou os cafés produzidos nos municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.
O reconhecimento da região como Indicação de Procedência reforçou a reputação dos cafés locais e ampliou a presença das Indicações Geográficas do agro paulista no cenário nacional.
Segundo a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), o registro poderá futuramente evoluir para uma Denominação de Origem (DO), desde que sejam realizados estudos específicos e atendidas as exigências legais e normativas.
CATI amplia apoio às Indicações Geográficas do agro paulista
O crescimento do número de certificações também foi impulsionado pelas ações da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Nos últimos anos, a instituição apoiou associações, cooperativas e produtores na organização das cadeias produtivas e na elaboração da documentação necessária para obtenção do registro.
Para fortalecer esse trabalho, a CATI lançou o e-book “CATI Responde 67 – Indicação Geográfica: Valorização de produtos e serviços com qualidade e identidade cultural”, publicação voltada a produtores rurais, associações e cooperativas interessadas em buscar certificações de origem.
O que diferencia Indicação de Procedência e Denominação de Origem
Dentro do sistema de Indicações Geográficas existem duas modalidades de reconhecimento.
A Indicação de Procedência identifica localidades que se tornaram reconhecidas pela produção, fabricação ou extração de determinado produto.
Já a Denominação de Origem possui critérios mais rigorosos, exigindo que as características e qualidades do produto estejam diretamente ligadas aos fatores naturais e humanos do território onde ele é produzido.
Esses selos contribuem para fortalecer a identidade regional, melhorar o posicionamento de mercado e aumentar o valor agregado dos produtos certificados.
Lista das Indicações Geográficas do agro paulista
Com a inclusão do Circuito das Águas Paulista, as Indicações Geográficas do agro paulista passaram a ser:
- Alta Mogiana (café);
- Jundiahy (uva Niagara Rosada);
- Nova Alta Paulista (café);
- Região de Garça (café);
- Região de Pinhal (café);
- Torrinha (café);
- Vale da Grama (café);
- Vale do Paraíba (mel e própolis);
- Vale do Ribeira (palmito pupunha);
- Vale do Ribeira (banana Cavendish e Prata);
- Circuito das Águas Paulista (café).
Além dessas certificações ligadas ao agronegócio, o Estado também possui Indicações Geográficas para os setores de calçados, cerâmica artística e artesanato.
Certificações impulsionam desenvolvimento regional
O avanço das Indicações Geográficas do agro paulista demonstra a importância crescente da valorização territorial para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras.
Além de fortalecer a reputação dos produtos, as certificações estimulam o turismo, ampliam oportunidades de mercado e contribuem para a preservação da cultura e das tradições locais, beneficiando produtores e comunidades rurais em todo o Estado de São Paulo.