A 3ª Jornada do Café Regenerativo acontecerá no dia 10 de junho, em Monte Carmelo (MG), reunindo especialistas, lideranças e representantes da cadeia cafeeira para discutir temas ligados à sustentabilidade, mercado, carbono e competitividade. Promovido pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), pelo Sebrae Minas, pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e pelo Conselho Nacional do Café (CNC), o evento busca ampliar o debate sobre os caminhos da cafeicultura regenerativa no Brasil.
Entre os destaques da programação está a participação do presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, que será painelista no debate “Fazenda de Café: Sem Marca, Sem Valor. Tem Futuro?”.
3ª Jornada do Café Regenerativo destaca a importância das marcas no setor
Durante sua participação, Nicodemos defenderá que a construção de marca se tornou um elemento estratégico para a geração de valor dentro do agronegócio. Segundo ele, propriedades rurais, cooperativas e empresas precisam ir além da produção de qualidade e investir na construção de reputação, posicionamento e diferenciação.
“Participar de uma jornada que conecta mercado, sustentabilidade e café regenerativo reforça o papel estratégico da comunicação na valorização do agro brasileiro. A ABMRA acredita que construir marcas fortes é fundamental para aproximar produtores, mercado e consumidores em um cenário cada vez mais competitivo”, afirma.
A discussão ganha relevância em um momento em que fatores como rastreabilidade, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental influenciam cada vez mais as decisões de compra e a percepção de valor dos consumidores.
Mercado, carbono e sustentabilidade estarão no centro dos debates
A programação da 3ª Jornada do Café Regenerativo abordará temas relacionados à produção sustentável, mercado de carbono, valorização dos cafés diferenciados e novas oportunidades para os produtores.
Para o presidente da monteCCer, Francisco Sérgio de Assis, o fortalecimento da cafeicultura depende não apenas da adoção de práticas regenerativas, mas também da capacidade de comunicar ao mercado os diferenciais construídos dentro das propriedades.
“Receber a ABMRA na 3ª Jornada reforça que o futuro da cafeicultura passa não apenas pela produção responsável de cafés diferenciados, mas também pela capacidade de comunicar valor, propósito e origem. O café regenerativo precisa estar conectado a marcas fortes, capazes de aproximar o produtor do mercado e do consumidor”, destaca.
Comunicação estratégica amplia competitividade na cafeicultura
Segundo Ricardo Nicodemos, muitas organizações ainda concentram esforços em ações de curto prazo, deixando em segundo plano a construção contínua de valor de marca. Para ele, a competitividade futura exigirá estratégias integradas de comunicação alinhadas aos diferentes perfis de público que compõem o agronegócio.
“Marcas não se constroem apenas com presença ou frequência. Elas são resultado de estratégia, criatividade, coerência e capacidade de gerar conexão verdadeira com as pessoas. No agro, quem investe em posicionamento consistente cria diferenciação, fortalece reputação e aumenta o valor percebido dos seus produtos”, ressalta.
A expectativa é que o evento contribua para ampliar a compreensão sobre o papel da sustentabilidade, da comunicação e da inovação na geração de valor para a cafeicultura brasileira.
Evento reúne lideranças da cadeia do café
A 3ª Jornada do Café Regenerativo reunirá produtores, cooperativas, consultores, pesquisadores, representantes de instituições e empresas ligadas ao setor cafeeiro. O objetivo é promover a troca de experiências e discutir soluções que contribuam para uma produção mais sustentável, competitiva e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.
A programação completa está disponível no site oficial do evento.