II Seminário Brasileiro de Enfezamentos e Viroses será um dos destaques do 35º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, em Chapecó (SC)

O 35º Congresso Nacional de Milho e Sorgo promove, no dia 3 de setembro, o II Seminário Brasileiro de Enfezamentos e Viroses, um dos principais destaques da programação do evento, realizado entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro de 2026, em Chapecó (SC).
O seminário se consolida como espaço estratégico para atualização técnica e discussão sobre o principal desafio fitossanitário da cultura do milho no Brasil: o complexo dos enfezamentos e viroses, doenças transmitidas principalmente pela cigarrinha-do-milho.
Enfezamentos e viroses preocupam cadeia produtiva do milho
Segundo Maria Cristina Canale, pesquisadora da Epagri e uma das coordenadoras do seminário, o avanço dos enfezamentos e viroses tem causado impactos severos na produtividade das lavouras brasileiras.
“Precisamos de um espaço exclusivo para reunir o que há de mais avançado em ciência e prática de manejo para enfrentar essa crise que afeta a rentabilidade do produtor”, afirma.
As doenças, disseminadas principalmente pela cigarrinha-do-milho, representam atualmente uma das maiores ameaças à sustentabilidade produtiva da cultura, podendo provocar perdas expressivas na produtividade e na qualidade dos grãos.
Seminário reúne pesquisadores, técnicos e produtores rurais
O II Seminário Brasileiro de Enfezamentos e Viroses será voltado para pesquisadores, engenheiros-agrônomos, consultores técnicos, produtores rurais, extensionistas e estudantes em busca de atualização técnica de alto nível sobre manejo fitossanitário do milho.
Os interessados podem realizar inscrição no site oficial do Congresso, com valores promocionais de primeiro lote disponíveis até o dia 30 de junho.
Segurança alimentar e sustentabilidade estão no centro do debate
Ao dedicar um seminário exclusivo ao tema, o Congresso Nacional de Milho e Sorgo reforça sua preocupação com a segurança alimentar, sustentabilidade agrícola e estabilidade econômica da cadeia produtiva.
Segundo Maria Cristina Canale, discutir estratégias eficientes de controle é fundamental para garantir produtividade e abastecimento do mercado.
“Ao discutir soluções eficazes de controle, ajudamos o produtor a colher mais e melhor, garantindo o abastecimento de proteína animal, já que o milho é a base da ração, além de manter preços mais estáveis para o consumidor final e promover uma agricultura mais sustentável”, destaca.
Programa Monitora Milho SC acompanha avanço da cigarrinha-do-milho
Maria Cristina coordena o programa Monitora Milho SC, criado em 2021 pelo Comitê de Ação Contra a Cigarrinha-do-Milho e Complexo de Enfezamentos.
A iniciativa reúne instituições como Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.
O programa realiza monitoramento da população e dos níveis de infecção da cigarrinha-do-milho em lavouras catarinenses, fornecendo informações estratégicas para o manejo fitossanitário da cultura.
Especialistas nacionais e internacionais participam do seminário
A programação do seminário contará com palestrantes nacionais e internacionais reconhecidos na área fitossanitária e de manejo agrícola.
Entre os nomes confirmados estão Maíra Rodrigues Duffeck, Eduardo Gabriel Virla, Fábio Nascimento da Silva, Emerson Medeiros Del Ponte, Júlio César Bogiani, Celso Omoto e Diogo Manzano Galdeano.