Copercampos inicia projeto de agricultura regenerativa e carbono

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A Copercampos dará um novo passo em sua estratégia de sustentabilidade ao implantar, com suporte técnico da Bayer, um amplo projeto voltado à mensuração da pegada de carbono, recomendação e implementação de práticas de agricultura regenerativa e quantificação do sequestro de carbono no solo. A iniciativa envolverá associados, equipes técnicas e diferentes etapas da cadeia produtiva, conectando lavouras, indústria e produção animal.

O projeto nasce com objetivos claros: reduzir emissões nos processos produtivos, aumentar o estoque de carbono no solo, fortalecer a imagem da cooperativa como referência ambiental e gerar oportunidades econômicas por meio de produtos de baixo carbono. Também abre caminho para participação em mercados mais exigentes, como o de combustíveis sustentáveis para aviação e programas de descarbonização.

A proposta prevê a avaliação inicial de aproximadamente 6 mil hectares — sendo 4.800 hectares de soja e 1.200 hectares de milho — com coleta de dados de campo, análises laboratoriais, inventário de emissões e auditoria por terceira parte independente.

O trabalho será conduzido por uma plataforma digital para mensurar, reportar e verificar, onde reunirá informações agronômicas, ambientais e produtivas, permitindo rastreabilidade completa das operações. A partir desses dados serão recomendadas práticas regenerativas, acompanhadas tecnicamente e monitoradas ao longo do tempo para comprovação dos resultados.

Entre as etapas previstas estão:

  • engajamento e cadastro dos produtores;
  • avaliação socioambiental e análise de desmatamento;
  • coleta e análise de carbono no solo;
  • cálculo da pegada de carbono;
  • auditoria e geração de relatórios;
  • acompanhamento contínuo das práticas regenerativas.

Benefícios produtivos e econômicos

A adoção das práticas regenerativas tende a aumentar o teor de carbono no solo, melhorar a fertilidade e contribuir para ganhos de produtividade, ao mesmo tempo em que reduz emissões. O projeto também permitirá incremento na geração de CBIOs e diferenciação comercial por meio de produtos “low carbon”, incluindo grãos, etanol, DDG, ração e carne suína.

Outro potencial é o acesso a mercados premium e programas internacionais de descarbonização, como certificações ligadas ao combustível sustentável de aviação, ampliando a agregação de valor ao produto final do associado.

A iniciativa envolverá toda a cadeia produtiva da Copercampos — da lavoura ao processamento industrial — incluindo armazenagem, produção de ração, produção de suínos e abate, formando uma cadeia rastreável de baixo carbono.

“Com isso, a Copercampos avança de um modelo de sustentabilidade pontual para um sistema estruturado de gestão de carbono, alinhado às demandas globais do agro. O projeto deverá posicionar a cooperativa e seus associados em um cenário de produção cada vez mais valorizado por indicadores ambientais comprovados, transformando sustentabilidade em oportunidade de renda e competitividade no mercado internacional”, ressalta o Gerente de Assistência Técnica Fabrício Jardim Hennigen.

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