Pesquisa do IF Baiano desenvolve biofilmes para alimentos a partir de resíduos agroindustriais

Acompanhe tudo sobre biofilmes e muito mais!

Estudo conduzido no IF Baiano, em Senhor do Bonfim (BA), trabalha no desenvolvimento de revestimentos sustentáveis para conservação de alimentos, reaproveitando resíduos agroindustriais como folhas de umbu-cajá e bagaço de uva

Em busca de uma alternativa ao uso do plástico e atendendo a um chamado crescente por soluções sustentáveis no setor alimentício, uma pesquisa conduzida no Instituto Federal Baiano, Campus Senhor do Bonfim, trabalha no desenvolvimento de biofilmes, películas biodegradáveis produzidas a partir de polímeros de origem natural, utilizando resíduos agroindustriais.

O projeto traz como diferencial o desenvolvimento de um revestimento sustentável e comestível a partir de matérias-primas como folhas de umbu-cajá, bagaço de uva e resíduos de aroeira, abundantes no território do Piemonte Norte do Itapicuru, mas muitas vezes subaproveitados na região.

Desse modo, a iniciativa, liderada pela docente e pesquisadora Calila Teixeira, com a participação das estudantes do curso técnico em Agroindústria, Maria Vitória Cavalcante e Manuela Carvalho, busca conectar uma crescente demanda da indústria de alimentos por materiais funcionalmente eficientes e ambientalmente responsáveis com a realidade local.

Outra inovação que o projeto apresenta é a aplicação do polvilho azedo como a matriz polimérica (a base do biofilme), um produto também amplamente disponível na região, especialmente em casas de farinha.

Primeiros resultados e próximos passos

Com as primeiras amostras produzidas, a pesquisa avança para a fase de caracterização dos biofilmes, etapa em que serão avaliados aspectos como atividade antioxidante, propriedades mecânicas (como resistência e elasticidade), e biodegradabilidade. “Além disso, também observamos aspectos visuais e estruturais, como uniformidade, flexibilidade, integridade do filme. Essa etapa é essencial para entender se o material tem potencial real de aplicação”, esclarece Teixeira.

A ideia é que os biofilmes possam ser utilizados no revestimento de frutas e hortaliças, de produtos minimamente processados ou de alimentos que necessitam de proteção contra umidade ou oxidação, ou como embalagens ativas, contribuindo para aumentar a vida útil dos alimentos.

Os próximos passos da pesquisa incluem a otimização das formulações e a realização de testes em escala piloto, com possibilidade de registro de propriedade intelectual, especialmente o material obtido com características inovadoras.

A principal expectativa é que a inovação chegue à sociedade no futuro, a partir de parcerias com agroindústrias locais, transferência de tecnologia e desenvolvimento de produtos com valor agregado. “Nosso objetivo é que a pesquisa não fique apenas no laboratório, mas gere impacto real na região, promovendo sustentabilidade e inovação”, ressalta Teixeira.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Exportações de ovos crescem 29,4% em setembro e alcançam 2,7 mil toneladas

2

14º Prêmio Região do Cerrado Mineiro abre seleção de cafeterias e torrefações para adquirir cafés campeões

3

Karajá F1: genética que gera segurança ao cebolicultor

4

Primeiros dias do feijão exigem atenção do agricultor

5

Entregas de fertilizantes foram de 22,98 milhões de toneladas de janeiro a julho, 8,8% a menos do que em 2025

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

ITR 2026 (Pequeno)

Produtores rurais têm até 30 de setembro para entregar ITR 2026

agroindustria (Pequeno)

Agroindústria desacelera em julho e tem contração de –2,9%, ante o mesmo mês de 2025

ics

Inscrições para o Prêmio iCS de Economia e Clima são prorrogadas até o dia 2 de outubro

rios_cienciaufpr-2

Mais da metade das orquídeas pode estar ameaçada de extinção, diz estudo