A abóbora japonesa Tetsukabuto segue como uma das culturas mais relevantes da horticultura brasileira, impulsionada pela alta aceitação comercial, bom potencial produtivo e qualidade de pós-colheita. Ainda assim, a polinização permanece como um dos principais desafios técnicos do cultivo, com reflexos diretos na produtividade e na uniformidade dos frutos colhidos.
Por se tratar de um híbrido interespecífico, a Tetsukabuto apresenta restrição natural na produção de flores masculinas viáveis, o que torna o pegamento dos frutos altamente dependente de um manejo bem planejado. Quando esse fator não é adequadamente considerado, o produtor pode enfrentar abortamento floral, frutos malformados e redução no número de frutos por planta, comprometendo o desempenho econômico da lavoura.
Esse gargalo tende a se intensificar em situações de instabilidade climática, como excesso de chuvas ou temperaturas elevadas durante o período de floração, condições que reduzem a atividade de insetos polinizadores. Em regiões com menor presença de abelhas, o risco de falhas na polinização é ainda maior, exigindo atenção técnica redobrada.


Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de uma estratégia integrada de manejo, que envolva o uso de cultivares polinizadoras sincronizadas, o monitoramento do florescimento e a adoção de práticas que favoreçam a presença de polinizadores na área. “A polinização é um fator determinante para a produtividade da Tetsukabuto. Quando ela falha, não há correção ao longo do ciclo”, explica o engenheiro agrônomo e especialista em cucurbitáceas, Rafael Zamboni.
Segundo o profissional, além do manejo, a escolha do material genético é decisiva para reduzir riscos no campo. “Trabalhar com híbridos que apresentam vigor vegetativo, floração mais equilibrada e estabilidade produtiva ajuda o produtor a ter maior previsibilidade de resultados, mesmo em ambientes mais desafiadores”, afirma Zamboni.

Nesse contexto, a abóbora japonesa Tetsukabuto Takayama F1, da Topseed Premium, tem se destacado pelo desempenho agronômico e pela adaptação a diferentes condições de cultivo. “A Takayama foi desenvolvida para oferecer uniformidade de frutos, alto potencial produtivo e boa tolerância às variações ambientais, o que contribui diretamente para um melhor aproveitamento da polinização e maior segurança ao produtor”, destaca Rafael Zamboni.
De acordo com o especialista, o uso de materiais genéticos bem ajustados ao manejo atual da cultura é uma das principais ferramentas para enfrentar os gargalos produtivos. “Quando genética e manejo caminham juntos, o produtor consegue reduzir perdas, melhorar o pegamento de frutos e aumentar a rentabilidade da lavoura, mesmo em um cenário de custos elevados e maior exigência técnica”, conclui.
