Tomate saladete ganha força no campo brasileiro com foco em qualidade e resistência

Preferências regionais, desafios fitossanitários e escolha correta de híbridos influenciam o desempenho da cultura no país.
Tomate Venetto, da Topseed Premium Agristar do Brasil
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O cultivo de tomates ocupa posição estratégica na horticultura brasileira, tanto pelo consumo interno elevado quanto pela relevância econômica para pequenos, médios e grandes produtores. Presente em diferentes sistemas produtivos — do campo aberto às estufas —, a cultura exige decisões cada vez mais técnicas, especialmente diante de variações climáticas, pressão de pragas e doenças e mudanças no comportamento do mercado consumidor. 

Na comercialização, o formato, a coloração e o sabor do fruto exercem papel fundamental. O tomate alongado, por exemplo, tem preferência consolidada em algumas regiões do país, por questões culturais e de hábito alimentar, como no Sul; em algumas áreas do Centro-Oeste, com destaque para Brasília; e no Nordeste, como é o caso do Ceará. Essa demanda regional direciona a escolha de materiais que aliem desempenho agronômico e aceitação comercial. 

Assim, o tomate Venetto F1, da linha Topseed Premium, tornou-se uma opção voltada às necessidades atuais do produtor. O híbrido é do tipo saladete, com frutos grandes, pesados, firmes e uniformes, características valorizadas pelo mercado. Sua coloração vermelha intensa e sabor diferenciado também contribuem para a alta procura dessa variedade nos pontos de venda. 

Segundo o especialista em Tomates e Pimentões da Topseed Premium, Thiago Teodoro, além do padrão de fruto, o material se destaca pelo comportamento da planta. “Trata-se de uma planta vigorosa, de crescimento indeterminado e com enfolhamento compacto, o que favorece o manejo e o desempenho no campo, já que essa arquitetura permite maior adensamento e manutenção de frutos grandes até o ponteiro”, afirma. 

Outro ponto importante está relacionado ao momento de alta pressão de viroses nas principais regiões produtoras, principalmente em cultivos de campo aberto, em que os produtores vêm enfrentando fortes problemas, principalmente o geminivírus transmitido pela mosca-branca. De acordo com Teodoro, a estratégia tem sido ampliar a utilização de híbridos com pacotes completos de resistências.  

O Venetto F1 apresenta resistência às duas principais viroses — geminivírus e vira-cabeça —, além do pacote básico contra nematoide, murcha de Verticílio e Fusarium raça 3. Para cultivo protegido, o híbrido também conta com resistência ao fungo Cladosporium. 

O especialista ressalta ainda a importância do planejamento regional. “No Cerrado, em campo aberto, a recomendação é evitar semeaduras nos meses de maio, junho e julho, especialmente quando a colheita ocorre na transição de épocas”, explica. Desta forma, a escolha do híbrido adequado, aliada ao manejo correto, segue sendo decisiva para a produtividade, qualidade e rentabilidade da cultura do tomate no Brasil. 

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