Agricultores se equipam com recursos para otimizar irrigação em tempos de chuva 

Com chuvas irregulares e risco de veranico, estratégias como pivô central, gotejamento e sensores de umidade ganham espaço no campo.

Publicado em 25 de dezembro de 2025 às 09h51

Última atualização em 28 de dezembro de 2025 às 23h35

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Divulgação


Na região do centro-oeste, os produtores estão atentos à irregularidade das chuvas neste fim de ano. Apesar do volume estar dentro da média, períodos longos sem chuva acendem o alerta para possíveis estiagens e para o veranico previsto entre janeiro e fevereiro. Para evitar perdas, agricultores investem em tecnologias e manejo inteligente da irrigação. Dr. Jorge Luís S. Ferreira, professor da Una Jataí, explica que o momento exige planejamento hídrico e uso eficiente da água para garantir produtividade e sustentabilidade.

 
“O regime de chuvas está regular, mas tivemos vários dias sem precipitação, o que não é comum nesta época”, afirma Jorge. Segundo ele, essa instabilidade pode afetar o desenvolvimento das lavouras, especialmente em culturas sensíveis à falta de água. A orientação é que produtores devem buscar autorização junto aos órgãos competentes e monitorar o consumo com hidrômetros e bombas calibradas, garantindo que os volumes utilizados estejam dentro das normas.

Para economizar água e energia, tecnologias como pivô central, irrigação por gotejamento e aspersores são aliadas, principalmente quando integradas a sensores de umidade e sistemas automatizados. “O produtor que mede a irrigação e aplica na hora certa, economiza água, reduz custos com energia e aumenta a produtividade”, destaca Jorge. Ele lembra que obras recentes no Rio Claro e investimentos da Saneago reforçam a segurança hídrica, beneficiando tanto áreas urbanas quanto rurais.

Contexto de mercado 

De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Brasil é responsável por cerca de 12% da água doce do planeta, mas enfrenta desafios de gestão, especialmente em regiões agrícolas. Em Goiás, a irrigação responde por mais de 70% do consumo hídrico, segundo dados do IBGE. A tendência para os próximos anos é ampliar o uso de tecnologias inteligentes, como sistemas automatizados e inteligência artificial, para otimizar recursos e reduzir desperdícios.
 
Como se preparar para enfrentar o calor e chuvas irregulares no campo 

-Faça manutenção preventiva. Verifique bombas, pivôs e sistemas de irrigação antes do início da safra. Equipamentos bem calibrados evitam desperdício de água e energia;

-Atualize os sistemas automatizados e sensores de umidade, pois ajudam a aplicar água na hora certa, garantindo economia e maior produtividade;

-Tenha reservatórios prontos para períodos de veranico (estiagem curta), comuns entre janeiro e fevereiro no Cerrado;
 
-Alinhe todos sobre o funcionamento dos sistemas e protocolos de irrigação. Uma equipe preparada reduz erros e perdas;

-Conte com especialistas e tecnologia. “Planejamento hídrico é essencial. Profissionais especializados e tecnologias atualizadas fazem a diferença para garantir sustentabilidade no campo”, reforça Jorge.

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