Dia do Café: consumidor enfrenta preços altos e exportadores sofrem com gargalos nos portos

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Divulgação

O Dia Internacional do Café, celebrado em 14 de abril, homenageia uma das maiores paixões dos brasileiros e também dos estrangeiros. O café é o produto agrícola mais consumido no país e um dos mais importantes nas exportações brasileiras, presente no cotidiano de milhões de pessoas e essencial para a economia nacional. Esse sucesso não é construído apenas nos campos. Ele também é garantido por uma atuação técnica e estratégica dos auditores fiscais federais agropecuários, que asseguram a qualidade do produto que chega às xícaras dos consumidores do mundo inteiro e impedem a entrada de pragas e doenças que possam comprometer plantações e exportações.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), os profissionais da carreira também são responsáveis pela emissão de certificados fitossanitários, necessários para os embarques de café para determinados países, como a Turquia. Em 2024, o Brasil reafirmou sua posição como maior exportador mundial, com recorde histórico de 50,4 milhões de sacas exportadas para 116 países, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O número representa um crescimento de 28,5% em relação ao ano anterior e de 12,8% frente ao maior volume já registrado até então, em 2020.

Na última sexta-feira (11), executivos da entidade se reuniram com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Santos (SP), para debater os problemas ocasionados pelos gargalos logísticos para a emissão de certificados fitossanitários para exportação no maior complexo portuário do Brasil. Os exportadores apontam atrasos e alterações de escalas de navios por conta da demora para obtenção do documento. Este é mais um claro exemplo da necessidade de investimentos na fiscalização agropecuária, tanto em recursos humanos, com recomposição dos quadros de servidores, como em estrutura para atuação dos auditores fiscais.

Preços

Apesar da boa performance nas exportações, o consumidor vem sentindo no bolso a alta dos preços do café, resultado de uma combinação de fatores complexos, que envolve desde eventos climáticos até os impactos de crises econômicas globais. A escassez de chuvas em algumas regiões produtoras tem sido agravada por altos custos de produção, como energia elétrica e combustíveis, todos com aumentos significativos nos últimos meses.

Segundo o Anffa Sindical, as perspectivas para o curto prazo indicam a manutenção de preços elevados, e uma eventual reversão desse cenário dependerá de uma safra excepcional — algo incerto, considerando a instabilidade climática e os desafios logísticos enfrentados pelo setor.

“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção. Nos portos, aeroportos, fronteiras e áreas de produção, no beneficiamento até o comércio, os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma preventiva protegendo toda a cadeia produtiva e garantindo que o Brasil siga sendo referência mundial em segurança agropecuária. Assim, consumidores brasileiros e de todo o mundo têm garantido o cafezinho do dia a dia com total confiança na qualidade do produto”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

Neste Dia Internacional do Café, o Anffa Sindical celebra o sabor e a importância cultural da bebida, e também o compromisso dos auditores fiscais federais agropecuários na defesa da produção nacional e das exportações do produto. Um brinde ao café e ao trabalho técnico e silencioso que mantém o Brasil forte, competitivo e seguro no cenário agrícola internacional.

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